Me vejo diante de você com todo meu medo, todos os meus erros... De tanta falta por te perder.
Me vejo diante de uma vontade que é tão grande fazendo seu céu e seu inferno até te ganhar, até tirar todo esse amargo do teu peito e lhe afagar.
Pois me deixa, devagarinho vou te achando e por aí a gente vai. Sem pressa, como tem que ser.
Me vejo diante de você - com todo o meu coração.
sábado, 10 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Retrucar
É só uma montanha imensa e cheia de pedras que eu subo constantemente, tirando todo o fôlego pra no final de tudo chegar lá em cima e não te ver de nenhuma maneira.
À espera no pico de uma montanha, ao ápice do que dizem que é sentir.
Pra se descer junto ao vento.
Fiz de tudo para no final um grande embalo, de uma ventania feroz, que arrastava até a alma.
Não que não valesse a pena, valia e muito. E a cada vez que eu via de alguma forma te arrancando um sorriso tinha plena certeza que valia.
A culpa é toda sua e nunca foi.
É absurdamente sua, sem você ter ao menos uma parcela de culpa por me encontrar assim.
É toda minha e toda sua. Assim, bem junto, como há de ser.
À espera no pico de uma montanha, ao ápice do que dizem que é sentir.
Pra se descer junto ao vento.
Fiz de tudo para no final um grande embalo, de uma ventania feroz, que arrastava até a alma.
Não que não valesse a pena, valia e muito. E a cada vez que eu via de alguma forma te arrancando um sorriso tinha plena certeza que valia.
A culpa é toda sua e nunca foi.
É absurdamente sua, sem você ter ao menos uma parcela de culpa por me encontrar assim.
É toda minha e toda sua. Assim, bem junto, como há de ser.
domingo, 27 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Troca
Se muda do país, de casa, troca de palavras, muda tudo. E no entanto, não muda nada.
Continua a mesma, dura e genuína.
Não há nada que se preocupar, acredita em mim, não é o primeiro tropeço que eu levo. Meus joelhos já andam ralados faz tempos.
Só é complicado de aceitar, tente entender.
Como se andasse por horas e horas e nenhum lugar chegasse, sem saber nem por onde andar. Rumo é algo que não levamos em nenhuma consideração nessa hora, pelo menos pra mim.
Sem rumo, sem ti e ao menos à mim.
Não levando nada pela mão e perdendo totalmente os sentidos, todos eles. Como se escapar escondendo a poeira por baixo do tapete consertasse tudo por ser totalmente cômodo.
Continua a mesma, dura e genuína.
Não há nada que se preocupar, acredita em mim, não é o primeiro tropeço que eu levo. Meus joelhos já andam ralados faz tempos.
Só é complicado de aceitar, tente entender.
Como se andasse por horas e horas e nenhum lugar chegasse, sem saber nem por onde andar. Rumo é algo que não levamos em nenhuma consideração nessa hora, pelo menos pra mim.
Sem rumo, sem ti e ao menos à mim.
Não levando nada pela mão e perdendo totalmente os sentidos, todos eles. Como se escapar escondendo a poeira por baixo do tapete consertasse tudo por ser totalmente cômodo.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
O copo
Ao contrário do que se costuma acontecer, não ando perdida. Me encontro transbordando, caindo pela borda.
Por uma sensação estranha, um sentimento inquieto. Amargo e bem doce ao fundo, bem no final.
Como aquele pouco de áçucar que fica no fundo do copo, ficará lá, intocável esperando que alguém de tanta gula o tire pelos dedos.
Deverá ser bebido todo o líquido amargo, que incansavelmente a cada gole manifesta teu sabor, até as papilas gustativas se contrariarem de dor.
E então, depois, outras ferramentas tem que se buscar, até enfim levar o doce à boca e se deliciar.
Deliciar do que há de mais bonito e te segura. Deixando o sabor do mel, tão doce, na boca.
O amargo vem em grande quantidade, bem desproporcional ao áçucar, mas se passa. Embora esteja demorando muito e a cada gole que tenho tomado, um pedaço de mim se vai.
"Mas se passa" repito várias vezes. Até decorar e colocar de alguma forma no meu psicológico pra realmente passar. Porque é a única coisa em que ando acreditando - e minha única esperança também.
Isso me tira todo o ar, deixando meu orgulho e muitos espinhos. Porém, ando mesmo acreditando que um espinho foi cortado.
Depois de tanto tempo, caiu, se deixando sentir o arder dos olhos. Como se aquele teu amargo saísse através deles. Ardeu não porque teria algo e sim por tanto tempo que se passou com os olhos congelados, ardeu por dor, ardeu porque tu estás partindo de mim.
A chuva se misturava numa tentativa de abafar esse orgulho, misturando tuas gotas com o amargo que caia dos meus olhos.
Por uma sensação estranha, um sentimento inquieto. Amargo e bem doce ao fundo, bem no final.
Como aquele pouco de áçucar que fica no fundo do copo, ficará lá, intocável esperando que alguém de tanta gula o tire pelos dedos.
Deverá ser bebido todo o líquido amargo, que incansavelmente a cada gole manifesta teu sabor, até as papilas gustativas se contrariarem de dor.
E então, depois, outras ferramentas tem que se buscar, até enfim levar o doce à boca e se deliciar.
Deliciar do que há de mais bonito e te segura. Deixando o sabor do mel, tão doce, na boca.
O amargo vem em grande quantidade, bem desproporcional ao áçucar, mas se passa. Embora esteja demorando muito e a cada gole que tenho tomado, um pedaço de mim se vai.
"Mas se passa" repito várias vezes. Até decorar e colocar de alguma forma no meu psicológico pra realmente passar. Porque é a única coisa em que ando acreditando - e minha única esperança também.
Isso me tira todo o ar, deixando meu orgulho e muitos espinhos. Porém, ando mesmo acreditando que um espinho foi cortado.
Depois de tanto tempo, caiu, se deixando sentir o arder dos olhos. Como se aquele teu amargo saísse através deles. Ardeu não porque teria algo e sim por tanto tempo que se passou com os olhos congelados, ardeu por dor, ardeu porque tu estás partindo de mim.
A chuva se misturava numa tentativa de abafar esse orgulho, misturando tuas gotas com o amargo que caia dos meus olhos.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Vai.
É lhe dar e voltar totalmente em pedaços.
Pelo teu jeito, totalmente irreconhecível, que desmancha até sentimentos.
Não quero entender, não preciso entender. Só os mando e recolho seus pedaços depois, essa é minha função, não é? Recolher pedaços.
Quando eu entendo me vem à cabeça que deixo de sentir, vendo que tudo é fruto daqui de dentro e não dai, "do seu dentro" - algo como amar sozinha ou por mim e por você.
Talvez eu tenha de entender algumas coisas, passar batido por outras, filtrando teus olhos cerrados ao rir.
Filtrar.
Não é fácil assim, sei. E não dói por toda vida, embora a dor por si só arda tão forte, que me parece ter de acostumar, pois parar não vai.
Vai sim. Entende, recolhe teus pedaços que o resto vai.
Pelo teu jeito, totalmente irreconhecível, que desmancha até sentimentos.
Não quero entender, não preciso entender. Só os mando e recolho seus pedaços depois, essa é minha função, não é? Recolher pedaços.
Quando eu entendo me vem à cabeça que deixo de sentir, vendo que tudo é fruto daqui de dentro e não dai, "do seu dentro" - algo como amar sozinha ou por mim e por você.
Talvez eu tenha de entender algumas coisas, passar batido por outras, filtrando teus olhos cerrados ao rir.
Filtrar.
Não é fácil assim, sei. E não dói por toda vida, embora a dor por si só arda tão forte, que me parece ter de acostumar, pois parar não vai.
Vai sim. Entende, recolhe teus pedaços que o resto vai.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Por favor entenda, é uma questão de essência.
Esse lado bobo e incerto é todo meu. O lado que voa, voa, atravessa e sempre aterriza sem os pés no chão.
Não se trata de ser forte ou não, e sim de ser assim - como algo que eu trouxe junto, uma bagagem que eu sempre trago à mão.
Bem pesada, aliás.
E apesar de tudo, negando e intervindo em todo rancor, todo esse meu lado que julguei ser ruim escondem: memórias, agora amargas, se refugiam dentro do que não imaginava que iriam. Dentro do meu lado, afinal é realmente o que sou.
Mas, se te aflige, fica tranquila - hei de fechar toda a bagagem pro sabor dessas memórias, que erroneamente julguei amargas, não fugirem.
Elas sozinhas, pois você já foi.
Esse lado bobo e incerto é todo meu. O lado que voa, voa, atravessa e sempre aterriza sem os pés no chão.
Não se trata de ser forte ou não, e sim de ser assim - como algo que eu trouxe junto, uma bagagem que eu sempre trago à mão.
Bem pesada, aliás.
E apesar de tudo, negando e intervindo em todo rancor, todo esse meu lado que julguei ser ruim escondem: memórias, agora amargas, se refugiam dentro do que não imaginava que iriam. Dentro do meu lado, afinal é realmente o que sou.
Mas, se te aflige, fica tranquila - hei de fechar toda a bagagem pro sabor dessas memórias, que erroneamente julguei amargas, não fugirem.
Elas sozinhas, pois você já foi.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
A linha
Era só isso que me prendia, uma gota, uma fraca linha que ligava meu coração ao teu.
Você não me vê.
Cortei todos que nos prendiam, assim como tu fez com nosso amor.
Assim como você fez com tudo nosso, com tudo. Você me quebrou e aos pedaços fiquei aqui, tentando me encontrar, tentando se montar de novo.
Entre em você antes de dizer que gosta de alguém, entre e veja. A única coisa que tu fez até agora foi me machucar, nada além disso. Me fez sentir, mas se pensar bem, foi apenas dor.
Decida o que tu quer.
Decida e se arrisque, decida e finalmente me diz ao menos um não.
Me dê a certeza de que tudo o que eu tenho se transformará em pedra, de que tudo o que eu ainda tenho de você irá sumir e não vai voltar, só sumir.
Pois hoje, eu por algum meio te tirei de mim, embora saiba que nada se vai assim.
Você se foi.
Não volte, te peço, não volte.
Em linha não se dá nó.
Você não me vê.
Cortei todos que nos prendiam, assim como tu fez com nosso amor.
Assim como você fez com tudo nosso, com tudo. Você me quebrou e aos pedaços fiquei aqui, tentando me encontrar, tentando se montar de novo.
Entre em você antes de dizer que gosta de alguém, entre e veja. A única coisa que tu fez até agora foi me machucar, nada além disso. Me fez sentir, mas se pensar bem, foi apenas dor.
Decida o que tu quer.
Decida e se arrisque, decida e finalmente me diz ao menos um não.
Me dê a certeza de que tudo o que eu tenho se transformará em pedra, de que tudo o que eu ainda tenho de você irá sumir e não vai voltar, só sumir.
Pois hoje, eu por algum meio te tirei de mim, embora saiba que nada se vai assim.
Você se foi.
Não volte, te peço, não volte.
Em linha não se dá nó.
domingo, 11 de setembro de 2011
Começos
Não é por você, me lamento apenas por ter sido assim.
Apenas por não ter te mostrado o que realmente há.
Mas sei que tudo é um começo, sem meios e fins. Só começos.
Cada história começa de um certo ponto e quando as coisas mudam, lá se vem outro começo. Ele não acaba nem procede, só inicia.
Por tantas vezes achei que seria um meio ou um fim, mas agora vejo... Foi só um começo.
Um começo me levou e logo te vi.
Um começo me deu teu sorriso e com isso guardei uma lembrança.
Um começo me disse ao pé do ouvido coisas que eu nem acreditei, foi aí que essas palavras tomaram outro rumo.
Um começo me trouxe algumas flores dai as plantei em mim.
Um começo regou todas essas flores e lhe garanto que lindas ficaram.
E esse mesmo começo de não satisfeito por ficar apenas nisso, está arrancando as raízes de minhas flores tão belas.
Um começo me prometeu trazer água bem pura pra limpar uma sujeira grande aqui, e dessa vez apenas água, nada de flores.
Mas sabe-se bem que não tem escolha alguma, nem opinião tem nesse coração. Só se vai.
E vai plantando, por vezes colhendo, se arranca e passa uma água pura pra ir de novo.
"Vou levando assim que o acaso é amigo meu coração"
Apenas por não ter te mostrado o que realmente há.
Mas sei que tudo é um começo, sem meios e fins. Só começos.
Cada história começa de um certo ponto e quando as coisas mudam, lá se vem outro começo. Ele não acaba nem procede, só inicia.
Por tantas vezes achei que seria um meio ou um fim, mas agora vejo... Foi só um começo.
Um começo me levou e logo te vi.
Um começo me deu teu sorriso e com isso guardei uma lembrança.
Um começo me disse ao pé do ouvido coisas que eu nem acreditei, foi aí que essas palavras tomaram outro rumo.
Um começo me trouxe algumas flores dai as plantei em mim.
Um começo regou todas essas flores e lhe garanto que lindas ficaram.
E esse mesmo começo de não satisfeito por ficar apenas nisso, está arrancando as raízes de minhas flores tão belas.
Um começo me prometeu trazer água bem pura pra limpar uma sujeira grande aqui, e dessa vez apenas água, nada de flores.
Mas sabe-se bem que não tem escolha alguma, nem opinião tem nesse coração. Só se vai.
E vai plantando, por vezes colhendo, se arranca e passa uma água pura pra ir de novo.
"Vou levando assim que o acaso é amigo meu coração"
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Pois então que venha
O que você quer me mim? Me diz, me pede, me chama.
Porque tudo tenho lhe dado, tudo. Tiro tudo de mim e te dou, porque eu sou sua.
Totalmente sua.
Esse meu amor suplica por você, clama por você. Só por você.
Me diz por favor, me diz como essa dor tão profunda vai chegar ao seu ápice para enfim parar... Me diz.
Me diz ou não chama mais por mim, me maltrate.
Espero que sinta-se mal por mim, diga finalmente o que quer de mim e leve. Eu não quero mais teu riso, pois me despedaçando ele vai, aos poucos arrancando pedaço a pedaço, tu me fere.
Acabe comigo de uma vez, me derrote, me tire essa máscara, porque sei bem que depois de algo tão ruim outra coisa tão bonita renasce em mim. De tão bonito, vem pra ficar.
No momento eu espero que tu venha pra ficar, mas sei que isso passa.
Não espero que me digas o que não me convém, mas nisso não consigo mais ficar. Não suporto você dentro de mim me sugando, me tirando de mim. Não sou quem sou mais.
Não sei amar e não quero saber.
Ando me falando que quero te encontrar em tua mais pura forma, a mais frágil. Não me importo, sei que depois de tudo e todo esse amor... Te aceito.
Me mostre tua fragilidade, me mostre quem realmente tu és.
Não se afaste de mim, não vai. Fique.
Ou vá de uma vez, mas não continue nisso.
Dói, dói muito, portanto se entenda com esse vento que não anda me soprando nada que me importe. Só você me importa, sei que contigo consigo todo o resto.
Vá meu amor, vá. Se deixe levar ao menos essa vez. Pra longe de mim, já que outra opção não tenho.
Que diabos de sentimento é esse? Isso não se trata de amor. Minhas esperanças caem num véu que lhe tampa tudo, desabam saindo de mim como se nunca mais fossem voltar.
Saiba que enquanto isso não te leva, estou para ti.
Venha e roube esse amor, roube como algo que sempre almejou. Tu mesmo me disse um dia que o amor valia a pena, então me faça acreditar.
Me faz ver que teu amor cabe no meu, me faz sentir que no mínimo de ações minhas pernas vão tremer... Me faz ver que é você, só você.
Porque eu sinceramente me sinto uma tola de sentir tanto assim, errando tanto assim e de certa forma até desprezando pessoas que vão fazer uma falta enorme assim. Já sou uma tola até por pensar assim, me desculpa. Volte por favor, volte.
E então eu repito, escrevo de novo só pra você entender "Saiba que enquanto isso não te leva, estou pra ti".
Porque tudo tenho lhe dado, tudo. Tiro tudo de mim e te dou, porque eu sou sua.
Totalmente sua.
Esse meu amor suplica por você, clama por você. Só por você.
Me diz por favor, me diz como essa dor tão profunda vai chegar ao seu ápice para enfim parar... Me diz.
Me diz ou não chama mais por mim, me maltrate.
Espero que sinta-se mal por mim, diga finalmente o que quer de mim e leve. Eu não quero mais teu riso, pois me despedaçando ele vai, aos poucos arrancando pedaço a pedaço, tu me fere.
Acabe comigo de uma vez, me derrote, me tire essa máscara, porque sei bem que depois de algo tão ruim outra coisa tão bonita renasce em mim. De tão bonito, vem pra ficar.
No momento eu espero que tu venha pra ficar, mas sei que isso passa.
Não espero que me digas o que não me convém, mas nisso não consigo mais ficar. Não suporto você dentro de mim me sugando, me tirando de mim. Não sou quem sou mais.
Não sei amar e não quero saber.
Ando me falando que quero te encontrar em tua mais pura forma, a mais frágil. Não me importo, sei que depois de tudo e todo esse amor... Te aceito.
Me mostre tua fragilidade, me mostre quem realmente tu és.
Não se afaste de mim, não vai. Fique.
Ou vá de uma vez, mas não continue nisso.
Dói, dói muito, portanto se entenda com esse vento que não anda me soprando nada que me importe. Só você me importa, sei que contigo consigo todo o resto.
Vá meu amor, vá. Se deixe levar ao menos essa vez. Pra longe de mim, já que outra opção não tenho.
Que diabos de sentimento é esse? Isso não se trata de amor. Minhas esperanças caem num véu que lhe tampa tudo, desabam saindo de mim como se nunca mais fossem voltar.
Saiba que enquanto isso não te leva, estou para ti.
Venha e roube esse amor, roube como algo que sempre almejou. Tu mesmo me disse um dia que o amor valia a pena, então me faça acreditar.
Me faz ver que teu amor cabe no meu, me faz sentir que no mínimo de ações minhas pernas vão tremer... Me faz ver que é você, só você.
Porque eu sinceramente me sinto uma tola de sentir tanto assim, errando tanto assim e de certa forma até desprezando pessoas que vão fazer uma falta enorme assim. Já sou uma tola até por pensar assim, me desculpa. Volte por favor, volte.
E então eu repito, escrevo de novo só pra você entender "Saiba que enquanto isso não te leva, estou pra ti".
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
O vão
Era um campo.
Bem amplo e deserto, com a vista para umas montanhas e aquele céu amarelado com laranja. Nuvens davam um toque de mistério tampando partes daquela mistura de cores tão bonita.
Tua grama era bem rala, bem verde e veluda, parecia um grande cobertor esverdeado. Tinham umas flores também, amarelinhas fazendo par com o céu.
Aquele cheiro de terra molhada e o perfume das margaridas inundavam todo o ar, mexia com teu corpo inteiro.
Dava pra ouvir o canto dos pássaros, suas batidas de asas... O uivo do vento.
E andava, andava e andava. Sem fim, pois não tinha. Era tentador todo aquele campo e sair dele era totalmente impossível, mas quem entrava se quer cogitava a possibilidade de sair, era lindo e acolhedor.
Em certa parte, de tanto andar e teus pés de tão doloridos, parou e avaliou onde se encontraria algo além daquilo.
Até que avistou um lado do céu que estava escuro, seguiu.
Seguiu caindo pelo caminho, aos tropeços, o vento batia e de tão forte, trazia consigo ramos de árvores que lutavam entre si. As lindas flores amarelas secaram e cortavam suas pernas.
De tanto correr, deu de frente a um precipício, a grama terminava e dava para um imenso vão entre rochas gigantescas. Dali olhou abaixo de teus pés e de tão fundo, não via o chão.
Sentiu o céu estremecer e o vento embalando teus cabelos num certo ritmo.
Ritmo que se deixou levar e nele mergulhou... Naquilo que se quer sabia onde dava, naquele vão. De tão rápido que se deixou levar, sua cabeça ficou vazia, todo o ar sumiu, e este era o único que podia lhe deter da gravidade que sugava teu corpo.
Sugava corpo, alma e coração.
Meu amor está caindo de precipícios e não anda precisando de nenhum vento para se levar, vai por si só.
Bem amplo e deserto, com a vista para umas montanhas e aquele céu amarelado com laranja. Nuvens davam um toque de mistério tampando partes daquela mistura de cores tão bonita.
Tua grama era bem rala, bem verde e veluda, parecia um grande cobertor esverdeado. Tinham umas flores também, amarelinhas fazendo par com o céu.
Aquele cheiro de terra molhada e o perfume das margaridas inundavam todo o ar, mexia com teu corpo inteiro.
Dava pra ouvir o canto dos pássaros, suas batidas de asas... O uivo do vento.
E andava, andava e andava. Sem fim, pois não tinha. Era tentador todo aquele campo e sair dele era totalmente impossível, mas quem entrava se quer cogitava a possibilidade de sair, era lindo e acolhedor.
Em certa parte, de tanto andar e teus pés de tão doloridos, parou e avaliou onde se encontraria algo além daquilo.
Até que avistou um lado do céu que estava escuro, seguiu.
Seguiu caindo pelo caminho, aos tropeços, o vento batia e de tão forte, trazia consigo ramos de árvores que lutavam entre si. As lindas flores amarelas secaram e cortavam suas pernas.
De tanto correr, deu de frente a um precipício, a grama terminava e dava para um imenso vão entre rochas gigantescas. Dali olhou abaixo de teus pés e de tão fundo, não via o chão.
Sentiu o céu estremecer e o vento embalando teus cabelos num certo ritmo.
Ritmo que se deixou levar e nele mergulhou... Naquilo que se quer sabia onde dava, naquele vão. De tão rápido que se deixou levar, sua cabeça ficou vazia, todo o ar sumiu, e este era o único que podia lhe deter da gravidade que sugava teu corpo.
Sugava corpo, alma e coração.
Meu amor está caindo de precipícios e não anda precisando de nenhum vento para se levar, vai por si só.
sábado, 3 de setembro de 2011
Rotas
Alguém que lhe diga e te faça acreditar em tudo o que diz.
Que não sejam só palavras correndo pelos teus lábios, que elas saiam e atravessem todo o caminho até meu coração.
E entrem sem ao menos pedir.
Quero deixar como tem que ser, mas algo dentro de mim grita incansavelmente por você.
Porém de nada adianta... Só tenho aprendido muito a esperar, se lamentar nunca resolveu meus problemas. Nunca tirou isso dentro de mim e nunca te trouxe pra mim também.
O que me resta é esperar e esperar, deixar que esse "destino" nos encaminhe.
Destino pelo qual eu ando traçando sozinha e todos os dias.
E eu continuo olhando minha janela, repetindo continuamente que teu lugar é aqui do meu lado, torço pra esse vento levar e chegar nos teus ouvidos.
Que não sejam só palavras correndo pelos teus lábios, que elas saiam e atravessem todo o caminho até meu coração.
E entrem sem ao menos pedir.
Quero deixar como tem que ser, mas algo dentro de mim grita incansavelmente por você.
Porém de nada adianta... Só tenho aprendido muito a esperar, se lamentar nunca resolveu meus problemas. Nunca tirou isso dentro de mim e nunca te trouxe pra mim também.
O que me resta é esperar e esperar, deixar que esse "destino" nos encaminhe.
Destino pelo qual eu ando traçando sozinha e todos os dias.
E eu continuo olhando minha janela, repetindo continuamente que teu lugar é aqui do meu lado, torço pra esse vento levar e chegar nos teus ouvidos.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Por fora
Eis o melhor e o pior de mim, o modo como isso cresce.
Sendo sincera não vejo como melhor, porque não vem sendo melhor.
Acontece que de nada pode faltar... E muito tem me faltado, sido superficial.
Superficial, pra mim, é pior que se enganar. É sem sentimento.
O próprio nome diz; pra fora e não pra dentro. E eu vivo aqui dentro de mim.
É não se permitir, se fechar por uma dor.
Não engajar os sentimentos que juntos tem de ficar.
E eu tenho sido assim... Tão difícil de se ler, fazendo com que as palavras saindo de mim, por pura ironia, sejam superficiais.
Embora dentro de mim grite me mostrando que eu não sou assim, mas não creio que tenha um motivo pra deixar de ser tão fria.
Não tenho motivo algum, razão nenhuma.
Porque eu não te tenho.
E finalmente saiu, eu não te tenho.
Sendo sincera não vejo como melhor, porque não vem sendo melhor.
Acontece que de nada pode faltar... E muito tem me faltado, sido superficial.
Superficial, pra mim, é pior que se enganar. É sem sentimento.
O próprio nome diz; pra fora e não pra dentro. E eu vivo aqui dentro de mim.
É não se permitir, se fechar por uma dor.
Não engajar os sentimentos que juntos tem de ficar.
E eu tenho sido assim... Tão difícil de se ler, fazendo com que as palavras saindo de mim, por pura ironia, sejam superficiais.
Embora dentro de mim grite me mostrando que eu não sou assim, mas não creio que tenha um motivo pra deixar de ser tão fria.
Não tenho motivo algum, razão nenhuma.
Porque eu não te tenho.
E finalmente saiu, eu não te tenho.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Só coração
Numa mente tão distante dali, numa mente que nunca se disse forte, mas fazia o possível e o impossível para não demonstrar tal fato.
Numa mente que naquele momento só tinha você, só pensava no que já foi.
Numa mente que procurava lhe dizer tudo o que sentiu e passou por você.
E o que quer passar.
Pois entenda, não falo de coração.
Este tu já levou há tempos. Falo de sentimentos mesquinhos que se despertam.
Me refiro a essa cabeça tão confusa que vomitou tanta coisa engasgada.
Ali, junto, com os corpos colados.
Creio que só pude te dizer tudo ali, naquele lugar.
Porque você me devolveu meu coração naquela noite.
Me fez sentir a pulsação, me fez guardá-lo aqui comigo e protege-lo.
Me mostrou que sente medo, assim como eu.
Pois me faça acreditar em tudo aquilo, me faz sentir que tu também sente.
Só dessa forma eu posso mostrar o punhado de amor que existe dentro de mim.
Numa mente que naquele momento só tinha você, só pensava no que já foi.
Numa mente que procurava lhe dizer tudo o que sentiu e passou por você.
E o que quer passar.
Pois entenda, não falo de coração.
Este tu já levou há tempos. Falo de sentimentos mesquinhos que se despertam.
Me refiro a essa cabeça tão confusa que vomitou tanta coisa engasgada.
Ali, junto, com os corpos colados.
Creio que só pude te dizer tudo ali, naquele lugar.
Porque você me devolveu meu coração naquela noite.
Me fez sentir a pulsação, me fez guardá-lo aqui comigo e protege-lo.
Me mostrou que sente medo, assim como eu.
Pois me faça acreditar em tudo aquilo, me faz sentir que tu também sente.
Só dessa forma eu posso mostrar o punhado de amor que existe dentro de mim.
domingo, 28 de agosto de 2011
Ceticismo
Sempre ao meu lado, aqui lutando de todas as formas para enfim sair.
Sempre aqui comigo. Pena que apenas dentro de mim, mas não deixa de estar.
Creio que seja um tanto errado escrever isso; Se eu possuir um lado cético, você está dentro dele.
Me trás calor, mas é fria. Quer ser fria.
Agora, me diz, meu amor. Por que?
Sabe bem que estou aqui apenas pra te levar, sem nenhuma dor.
De dor já me basta, me cansei de sentir isso tão traiçoeiro, que me acompanha desde quando você apareceu.
Pois "meu lado cético" de cético nada tem, anda com medo e choroso.
Se quiser posso deixá-lo subir à cabeça, caso você enfim o ache. Pois ceticismo é algo dentro de mim que consegue se mascarar mais que tudo.
E olha que com esses teus modos, ando usando muito minha máscara por aí.
Sempre aqui comigo. Pena que apenas dentro de mim, mas não deixa de estar.
Creio que seja um tanto errado escrever isso; Se eu possuir um lado cético, você está dentro dele.
Me trás calor, mas é fria. Quer ser fria.
Agora, me diz, meu amor. Por que?
Sabe bem que estou aqui apenas pra te levar, sem nenhuma dor.
De dor já me basta, me cansei de sentir isso tão traiçoeiro, que me acompanha desde quando você apareceu.
Pois "meu lado cético" de cético nada tem, anda com medo e choroso.
Se quiser posso deixá-lo subir à cabeça, caso você enfim o ache. Pois ceticismo é algo dentro de mim que consegue se mascarar mais que tudo.
E olha que com esses teus modos, ando usando muito minha máscara por aí.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Silêncio
O teu silêncio não me disse nada, só me deu o que já tinha dado. Só me entregou o que, aquela voz que nunca me falta, havia dito.
O meu lhe disse várias coisas, talvez já tivesse até cansada de ouvir. Cheia de ouvir, como eu.
Me falta.
Só sentíamos o barulho da nossa respiração e dos rumores que se espalhavam, ouvíamos passos e um certo movimento repetido com os dedos.
Também o uivo do vento.
E este se calou parando de soprar. Assim como você.
O silêncio lhe diz várias coisas, é só aprender a ouvir.
O meu lhe disse várias coisas, talvez já tivesse até cansada de ouvir. Cheia de ouvir, como eu.
Me falta.
Só sentíamos o barulho da nossa respiração e dos rumores que se espalhavam, ouvíamos passos e um certo movimento repetido com os dedos.
Também o uivo do vento.
E este se calou parando de soprar. Assim como você.
O silêncio lhe diz várias coisas, é só aprender a ouvir.
Um mar
A quem eu ainda tento enganar agindo assim?
Francamente, somente a mim.
Logo eu que sempre dei a cara pra bater, me levando e confiando no que tem dentro de mim.
Logo eu.
Pois me assumo, sinto mesmo, dói mesmo... Talvez ame mesmo e não me importa, porque o pedaço faltando está aqui ainda. Ele fica aqui se lamentando por tudo, menina.
Do que fez e do que não fez.
E era tudo o que eu precisava saber, era tudo o que eu ainda me perguntava, embora não soubesse nada dessa tua cabeça tão confusa. Teu olhar me falava e eu de tão boba que ficava, só me restava acreditar... E de novo e de novo e de novo.
Sinto que me faltou dizer tudo ainda, porque de tanto tem. Como tem.
Muito dentro de mim, muito.
Francamente, somente a mim.
Logo eu que sempre dei a cara pra bater, me levando e confiando no que tem dentro de mim.
Logo eu.
Pois me assumo, sinto mesmo, dói mesmo... Talvez ame mesmo e não me importa, porque o pedaço faltando está aqui ainda. Ele fica aqui se lamentando por tudo, menina.
Do que fez e do que não fez.
E era tudo o que eu precisava saber, era tudo o que eu ainda me perguntava, embora não soubesse nada dessa tua cabeça tão confusa. Teu olhar me falava e eu de tão boba que ficava, só me restava acreditar... E de novo e de novo e de novo.
Sinto que me faltou dizer tudo ainda, porque de tanto tem. Como tem.
Muito dentro de mim, muito.
domingo, 21 de agosto de 2011
Se perder
Já sai de mim pois estive por muito tempo. Enquanto ainda estava aqui, me ajudei, e de certa forma vejo que é bem bonito aqui dentro. Só é fantasioso, o que se torna um tanto perigoso. E céus, como é frágil. Porém, quanto a essa fragilidade, ando levando tantos tapas que ela se esconde, porque o medo é outra coisa bem presente.
Um tapa atrás do outro, conforme vou descobrindo e conhecendo mais... Vejo que não sei de nada. Nem de uma vírgula que fica aí dentro de ti.
Mas não ligue pra isso, é passageiro. Por vezes me aguço lembrando quem sou, esqueça, isso passa. Porque não quero me lembrar de quem sou, nada de raízes.
Raízes só me prendem e agora que esse peso está guardado o que eu mais quero é não estar presa.
Embora eu saiba que esteja me enganando, deixando toda essa bagunça de lado, jogando a poeira pra baixo do tapete, pouco ligo pra isso. Enganar a si mesmo é ótimo quando se tem uma máscara.
Não me reconheço mais, embora eu saiba exatamente o motivo de estar agindo assim.
Aceitar é algo difícil pra mim, porque sendo bem franca, machuca. E tenha certeza que já estou bem machucada. Mas dizem que quando a dor é tanta, chegando ao seu ápice, se torna até uma espécie de anestesia. De tanta dor, até amortece.
Esse vento soprou pra longe meu bem, bem longe. Não faço a mínima de onde fica.
Um tapa atrás do outro, conforme vou descobrindo e conhecendo mais... Vejo que não sei de nada. Nem de uma vírgula que fica aí dentro de ti.
Mas não ligue pra isso, é passageiro. Por vezes me aguço lembrando quem sou, esqueça, isso passa. Porque não quero me lembrar de quem sou, nada de raízes.
Raízes só me prendem e agora que esse peso está guardado o que eu mais quero é não estar presa.
Embora eu saiba que esteja me enganando, deixando toda essa bagunça de lado, jogando a poeira pra baixo do tapete, pouco ligo pra isso. Enganar a si mesmo é ótimo quando se tem uma máscara.
Não me reconheço mais, embora eu saiba exatamente o motivo de estar agindo assim.
Aceitar é algo difícil pra mim, porque sendo bem franca, machuca. E tenha certeza que já estou bem machucada. Mas dizem que quando a dor é tanta, chegando ao seu ápice, se torna até uma espécie de anestesia. De tanta dor, até amortece.
Esse vento soprou pra longe meu bem, bem longe. Não faço a mínima de onde fica.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Sopro
Preciso de um refúgio, mas é temporário. Só pra tirar, desligar... Sair do chão.
Existe uma pedra bem grande em meus pés, uma pedra enorme. É esse fardo que me tira o ar, me suga tudo.
Pois então está na hora de voar, está na hora de tirar essa pedra fora e sair por aí. Nunca tive rumo de qualquer forma, então não sei aonde vou me encontrar e na verdade, não quero que me encontre por agora, soube demais de mim nesse tempo todo, em que essa pedra estava aqui.... Entrava em mim, me conhecia mais.
Agora minha fase se deu. Eu que a acabo, eu que a começo. Na verdade, pra onde esse vento soprar... Com ele vou.
Pra onde ele soprar
Existe uma pedra bem grande em meus pés, uma pedra enorme. É esse fardo que me tira o ar, me suga tudo.
Pois então está na hora de voar, está na hora de tirar essa pedra fora e sair por aí. Nunca tive rumo de qualquer forma, então não sei aonde vou me encontrar e na verdade, não quero que me encontre por agora, soube demais de mim nesse tempo todo, em que essa pedra estava aqui.... Entrava em mim, me conhecia mais.
Agora minha fase se deu. Eu que a acabo, eu que a começo. Na verdade, pra onde esse vento soprar... Com ele vou.
Pra onde ele soprar
(...) O fato é que ando gostando de me guardar. Apenas me serviu para uma questão de intensidade, sabe como é, quando você leva uma porrada fica com tanto medo da próxima que evita até de sair na rua.
E eu como uma boa aprendiz, evito até de me apaixonar.
Gosto de me doar, mas pra quem sabe o que fazer comigo... Você não soube.
Mas deixe, porque eu sinto isso esfriando, pode deixar que já estou abafando todo esse calor.
E eu como uma boa aprendiz, evito até de me apaixonar.
Gosto de me doar, mas pra quem sabe o que fazer comigo... Você não soube.
Mas deixe, porque eu sinto isso esfriando, pode deixar que já estou abafando todo esse calor.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Destino
Acreditar no destino é uma idéia que me agrada.
É como se depois de tudo o que tenho passado, o destino fosse ainda uma esperança.
Acalmando esse coração desesperado... Fico pensando que ele ainda facilitará as coisas pro meu lado, nada de terceiros, só nosso sentimento. Algum tipo de reserva.
Minha cabeça anda tão confusa que eu preciso de "métodos", como o destino, que me digam: "Faça isso ou faça aquilo", mas não me mandando fazer, e sim me dando uma outra opção.
Porque eu ando cansada de procurar por opções, ando cansada de lutar... E na verdade, eu não preciso fazer isso. Já dei demais de mim.
Você tem tudo, me tem nas mãos e sabe aonde me encontrar.
Vou sair desse lugar e te esperar naquela mesa... Mas não demore muito, posso também gostar da idéia de ser impermeável.
É como se depois de tudo o que tenho passado, o destino fosse ainda uma esperança.
Acalmando esse coração desesperado... Fico pensando que ele ainda facilitará as coisas pro meu lado, nada de terceiros, só nosso sentimento. Algum tipo de reserva.
Minha cabeça anda tão confusa que eu preciso de "métodos", como o destino, que me digam: "Faça isso ou faça aquilo", mas não me mandando fazer, e sim me dando uma outra opção.
Porque eu ando cansada de procurar por opções, ando cansada de lutar... E na verdade, eu não preciso fazer isso. Já dei demais de mim.
Você tem tudo, me tem nas mãos e sabe aonde me encontrar.
Vou sair desse lugar e te esperar naquela mesa... Mas não demore muito, posso também gostar da idéia de ser impermeável.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Sabe aquela máscara?
Creio que ela tenha chegado tarde demais, mas chegou. Chegou e me trouxe algo em que eu consiga guardar isso tudo.
Foi como eu consegui me esconder de seus sorrisos, olho e rapidinho tento colocá-la novamente, apenas pra você não ver que eu o retribui, junto com meu olhar bobo... Foi como eu consegui me sentir impermeável de tudo e só minha dor ficasse.
Mas dizem que a dor passa, não é mesmo? Com o tempo, sei lá.
Pode até ser, mas acho que o sentimento sempre ficará escondido na minha máscara.
Eu sou de admitir e de me enganar também.
Só quero que você se lembre dos nossos olhares, nossos sorrisos, nossos dias... Que fique aí na tua máscara também, porque vai ficar na minha.
Creio que ela tenha chegado tarde demais, mas chegou. Chegou e me trouxe algo em que eu consiga guardar isso tudo.
Foi como eu consegui me esconder de seus sorrisos, olho e rapidinho tento colocá-la novamente, apenas pra você não ver que eu o retribui, junto com meu olhar bobo... Foi como eu consegui me sentir impermeável de tudo e só minha dor ficasse.
Mas dizem que a dor passa, não é mesmo? Com o tempo, sei lá.
Pode até ser, mas acho que o sentimento sempre ficará escondido na minha máscara.
Eu sou de admitir e de me enganar também.
Só quero que você se lembre dos nossos olhares, nossos sorrisos, nossos dias... Que fique aí na tua máscara também, porque vai ficar na minha.
domingo, 7 de agosto de 2011
Eu realmente espero que uma ponta do que eu acabei de sentir seja realmente verdade, espero que não seja apenas mais de umas das minhas confusões.
Falo com toda convicção 'Não vá embora, fique aqui desapego'.
Não vá... Porque eu finalmente, depois de muito tempo, me senti livre. Ao menos por esse segundo.
Me soltei de todo esse rancor, de todo esse peso que há tanto tempo fica sobre mim.
Peguei cada sentimento e usei de tijolos, fazendo uma muralha.
Isso deve ter sido o primeiro tijolo colocado pra fora. Então, por favor, não põe teu sorriso de novo em mim... Por mais que seja a coisa que eu mais queira.
Essa muralha toda desaba e tu bem sabe, pequena.
Falo com toda convicção 'Não vá embora, fique aqui desapego'.
Não vá... Porque eu finalmente, depois de muito tempo, me senti livre. Ao menos por esse segundo.
Me soltei de todo esse rancor, de todo esse peso que há tanto tempo fica sobre mim.
Peguei cada sentimento e usei de tijolos, fazendo uma muralha.
Isso deve ter sido o primeiro tijolo colocado pra fora. Então, por favor, não põe teu sorriso de novo em mim... Por mais que seja a coisa que eu mais queira.
Essa muralha toda desaba e tu bem sabe, pequena.
Intoxicada
A palavra certa não é encontrar, está longe disso. É como se eu apenas achasse aonde toda essa confusão tem ficado, entrado em mim e visto apenas confusão.
Tanta incerteza, insegurança, medo, milhares de você, centenas de lembranças... Todos juntos lutando por algo que mal sabem o que.
Teus olhos, teu sorrisos, teus olhos, teus sorrisos, teus... Tão em mim.
E mesmo com isso tudo, o vazio dentro de mim é enorme. O seu vazio.
Venha e arrume tua bagunça.
Tanta incerteza, insegurança, medo, milhares de você, centenas de lembranças... Todos juntos lutando por algo que mal sabem o que.
Teus olhos, teu sorrisos, teus olhos, teus sorrisos, teus... Tão em mim.
E mesmo com isso tudo, o vazio dentro de mim é enorme. O seu vazio.
Venha e arrume tua bagunça.
sábado, 6 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Confessar
Não consigo ser fria, quando aparece uma brecha pro meu amor se enfiar... Eu aceito. Acho que você sabe disso.
E me entrego de corpo e alma.
Talvez eu ainda leve mais tapas na cara por conta disso, ter que podar meus sentimentos não é meu forte.
Você tem meu coração na mão e acho que também sabe disso. Talvez apenas não saiba o que fazer com ele ou não queira.
Eu tenho medo de falar isso, porque não quero acreditar. Mas realmente, talvez você não queira ter o meu coração na mão.
Talvez você não queira nem ao menos saber de mim.
Isso não está certo. Não está nada certo.
Eu não quero nenhum de seus sorrisos, por mais milagrosos que eles sejam, não quero nenhum de seus olhares, eu não quero nada seu. E me dói muito dizer isso. Me dói muito acreditar nisso.
Por vezes eu acredito e depois nem eu sei mais.
E me entrego de corpo e alma.
Talvez eu ainda leve mais tapas na cara por conta disso, ter que podar meus sentimentos não é meu forte.
Você tem meu coração na mão e acho que também sabe disso. Talvez apenas não saiba o que fazer com ele ou não queira.
Eu tenho medo de falar isso, porque não quero acreditar. Mas realmente, talvez você não queira ter o meu coração na mão.
Talvez você não queira nem ao menos saber de mim.
Isso não está certo. Não está nada certo.
Eu não quero nenhum de seus sorrisos, por mais milagrosos que eles sejam, não quero nenhum de seus olhares, eu não quero nada seu. E me dói muito dizer isso. Me dói muito acreditar nisso.
Por vezes eu acredito e depois nem eu sei mais.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Olha, talvez você tenha esquecido algo comigo.
Você se esqueceu em mim, então por favor, volte. Volte e te leve de volta, porque eu não devo continuar nisso.
Recolha tudo seu que, por tanto tempo, esteve aqui esperando.
Onde você está agora? E me diz como fará isso? Como irá se recolher?
Me diz.
Durante todo esse tempo procurei pelas respostas dessas perguntas, e embora meu desejo de você ainda seja imenso, não vou negar que pensei em te tirar, mas logo te abraçava dentro de mim.
Abraçava minha dor e repetia inúmeras vezes "Calma, vai passar. Se lembra de quão doce era".
E confesso que era mesmo tão bonito assim.
Incontáveis cores me inundavam.
Você se esqueceu em mim, então por favor, volte. Volte e te leve de volta, porque eu não devo continuar nisso.
Recolha tudo seu que, por tanto tempo, esteve aqui esperando.
Onde você está agora? E me diz como fará isso? Como irá se recolher?
Me diz.
Durante todo esse tempo procurei pelas respostas dessas perguntas, e embora meu desejo de você ainda seja imenso, não vou negar que pensei em te tirar, mas logo te abraçava dentro de mim.
Abraçava minha dor e repetia inúmeras vezes "Calma, vai passar. Se lembra de quão doce era".
E confesso que era mesmo tão bonito assim.
Incontáveis cores me inundavam.
domingo, 31 de julho de 2011
Vai e Vem
Quando eu penso em te esquecer, teu sorriso vem e revigora. Ele trás tudo o que eu não quero por agora. Tudo o que é bom.
Espero que você não tenha se esquecido do meu que há tanto tempo não vem com a mesma facilidade do seu, talvez a culpa seja sua por isso.
Vou me largar, largar desses pensamentos que não param um segundo se quer, porque eles querem tirar seu sorriso de mim. Eles vem e dizem que não, tiram minha fantasia... Tiram você.
E seu sorriso vem de novo com tanta inocência, me conquista e me acabo.
Espero que você não tenha se esquecido do meu que há tanto tempo não vem com a mesma facilidade do seu, talvez a culpa seja sua por isso.
Vou me largar, largar desses pensamentos que não param um segundo se quer, porque eles querem tirar seu sorriso de mim. Eles vem e dizem que não, tiram minha fantasia... Tiram você.
E seu sorriso vem de novo com tanta inocência, me conquista e me acabo.
sábado, 30 de julho de 2011
Eu abro a minha janela e fico olhando o céu. Pra mim, ele é o único que nos une.
Vejo todas aquelas luzes e penso que alguma pode ser sua.
Peço pra estrela que mais brilha que você fique comigo, apelo aos céus e torço pra uma estrela cadente passar.
Aquele vento frio bate no meu rosto e com ele me vem teu perfume.
Teu sorriso me deixou assim, boba.
Vejo todas aquelas luzes e penso que alguma pode ser sua.
Peço pra estrela que mais brilha que você fique comigo, apelo aos céus e torço pra uma estrela cadente passar.
Aquele vento frio bate no meu rosto e com ele me vem teu perfume.
Teu sorriso me deixou assim, boba.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Não faz isso, teu sorriso me acaba.
Sou apaixonada por ele.
Nossos olhares se encontraram de novo, como daquela vez... Eu esperei tanto por isso. Esperei tanto por você, e embora nada esteja muito certo, um sorriso é tanto pra mim que me dá até medo.
Medo de você mudar outra vez, medo de o que tem dentro de mim crescer mais (se é que é possível) medo de tudo, sabe? Eu sei que eu já falei que amo teu sorriso, mas acho que é exatamente dele que eu tenho medo. Pra mim quando você sorri, só existe você.
Santo Deus, você é linda.
Sou apaixonada por ele.
Nossos olhares se encontraram de novo, como daquela vez... Eu esperei tanto por isso. Esperei tanto por você, e embora nada esteja muito certo, um sorriso é tanto pra mim que me dá até medo.
Medo de você mudar outra vez, medo de o que tem dentro de mim crescer mais (se é que é possível) medo de tudo, sabe? Eu sei que eu já falei que amo teu sorriso, mas acho que é exatamente dele que eu tenho medo. Pra mim quando você sorri, só existe você.
Santo Deus, você é linda.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Sua
Por favor, esqueça tudo o que eu já lhe falei. Eu me entreguei, eu era sua.
Eu quero ser.
É a minha vez de te levar, menina. Por mim, eu deixo nossos olhares se encarregarem do tal... Como sempre foi. E se me arranca um sorriso, você sabe bem a frase certa pra conseguir.
A verdade é que eu tenho medo de que eu esqueça como é ser sua outra vez.
Eu quero ser.
É a minha vez de te levar, menina. Por mim, eu deixo nossos olhares se encarregarem do tal... Como sempre foi. E se me arranca um sorriso, você sabe bem a frase certa pra conseguir.
A verdade é que eu tenho medo de que eu esqueça como é ser sua outra vez.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Máscara
E agora tanto faz de tudo o que ainda me vem na cabeça, ando cansada. Cansada de você, de mim, dos outros... Perco a cabeça com tanta facilidade. Por vezes ainda me lembro de saudades boas que você me deu, mas logo passa devido ao silêncio que tantas vezes também me entregou.
Preciso de uma máscara. Tanto para minhas memórias quanto para meu rosto... Minhas fraquezas também.
Uma máscara que guarde tudo e só eu tenha acesso. Tampe meus sonhos, minhas dores e amores.
Não queria que fosse assim, pode acreditar, colocar uma armadura foi uma decisão complicada pra mim.
Acontece que, como você, eu também vivo em constante mudança. Me desculpa.
Preciso de uma máscara. Tanto para minhas memórias quanto para meu rosto... Minhas fraquezas também.
Uma máscara que guarde tudo e só eu tenha acesso. Tampe meus sonhos, minhas dores e amores.
Não queria que fosse assim, pode acreditar, colocar uma armadura foi uma decisão complicada pra mim.
Acontece que, como você, eu também vivo em constante mudança. Me desculpa.
domingo, 24 de julho de 2011
“Quem é intenso, assim como eu, ama mais. Sofre mais. Se doa mais. Se importa mais. Quer mais o outro do que a si mesmo. Porque o intenso sente mais. Sente mais carência. Sente mais sede. Sente mais saudade. Sente mais que os outros. E isso é um problema..Porque a pessoa intensa acredita mais. Mais nas pessoas. Menos em si. E isso faz com que ela se engane mais. E se decepcione mais. E pelo fato de ser verdadeira demais, acaba se magoando mais. E só uma coisa menos…Esquecemos menos, muito menos.”
sexta-feira, 22 de julho de 2011
"Sou toda gota"
Intensidade me define. Não sei como posso ser assim, tão intensa.
Será que você também é, mas guarda isso?
Não me suporto, me canso. Uso tudo de mim, me abuso.
Penso tanto, sofro tanto, amo tanto, odeio tanto... Cara, me diz como?
Isso é errado.
Tenho que parar com isso, parar de pensar em cada situação e ouvir tua voz que naquele dia me disse "Deixa eu te levar menina, sem entender".
Será que você também é, mas guarda isso?
Não me suporto, me canso. Uso tudo de mim, me abuso.
Penso tanto, sofro tanto, amo tanto, odeio tanto... Cara, me diz como?
Isso é errado.
Tenho que parar com isso, parar de pensar em cada situação e ouvir tua voz que naquele dia me disse "Deixa eu te levar menina, sem entender".
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Cheiro
Ontem eu senti seu cheiro. Isso já aconteceu duas vezes, e em ambas fico nervosa, ao mesmo tempo achando que você está ali comigo.
Quando o cheiro passa, eu posso enfim perceber quão é grande isso dentro de mim.
Só quero que você saia daqui, porque eu sinceramente não aguento mais o que anda acontecendo comigo. Ando te amando, mas tendo raiva de você.
E eu quero sim, ver todos seus lados ruins. Lembrar de todas as vezes em que tentei lhe dizer o que tinha de mais verdadeiro em mim e você fingiu não entender.
Eu só cansei de amar tão intensamente assim.
Quando o cheiro passa, eu posso enfim perceber quão é grande isso dentro de mim.
Só quero que você saia daqui, porque eu sinceramente não aguento mais o que anda acontecendo comigo. Ando te amando, mas tendo raiva de você.
E eu quero sim, ver todos seus lados ruins. Lembrar de todas as vezes em que tentei lhe dizer o que tinha de mais verdadeiro em mim e você fingiu não entender.
Eu só cansei de amar tão intensamente assim.
domingo, 17 de julho de 2011
Encontro
O calor de suas mãos sobre as minhas faziam ambas suarem, eu podia sentir o que tinha de mais puro em você... Apenas pelo seu toque.
Até que chegamos ao nosso lugar, e as cartas foram jogadas junto com seus segredos. Uma questão de confiança.
Sentamos em cima de uma mesa que dava pra ver o céu. Ele estava bonito, bem escuro e se me esforçasse bem, via algumas estrelas jogadas de um canto a outro. Dava pra ver a lua também, tu lembra?
Eu colocava a cabeça no teu ombro e lá nos ficávamos falando por tempos, que pra mim eram segundos.
Aquele lugar desde então não saiu da minha cabeça.
Até que chegamos ao nosso lugar, e as cartas foram jogadas junto com seus segredos. Uma questão de confiança.
Sentamos em cima de uma mesa que dava pra ver o céu. Ele estava bonito, bem escuro e se me esforçasse bem, via algumas estrelas jogadas de um canto a outro. Dava pra ver a lua também, tu lembra?
Eu colocava a cabeça no teu ombro e lá nos ficávamos falando por tempos, que pra mim eram segundos.
Aquele lugar desde então não saiu da minha cabeça.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Eu sei, meu amor, sei que errei. Me faltou ar para lhe dizer tudo... Tu bem sabe disso.
Acontece que eu sou assim, escondida em mim.
Me reviro no pouco que tenho.
Nesse punhado de desejos, vou levando, até que por vezes eles escorrem pelas minhas mãos, receio e recolho tudo rapidinho.
Me desculpa e sei que você merece algo melhor.
Acontece que eu sou assim, escondida em mim.
Me reviro no pouco que tenho.
Nesse punhado de desejos, vou levando, até que por vezes eles escorrem pelas minhas mãos, receio e recolho tudo rapidinho.
Me desculpa e sei que você merece algo melhor.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Timbres
Não sei o que dizer. Não sei o que sentir. Só sei que dói, dói muito.
Ando fechada, só escuto o que quero e geralmente são melodias que embalam meus ouvidos. Me levam em tons e tiram seus pensamentos de mim.
Ando fechada, só escuto o que quero e geralmente são melodias que embalam meus ouvidos. Me levam em tons e tiram seus pensamentos de mim.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Part II
O lugar novo é bom, nostálgico, seguro, um lar... Mas não é meu lugar. Meu lugar é aquele em que foi destruído, queimado e suas cinzas jogadas ao relento, com desprezo e sem importância. O lugar o qual deixei minha caixa, na verdade, o lugar o qual me deixei.
Decidi voltar pra verificar se o maldito teria acontecido. Em primeiro ponto, observei de longe, desconfiada. Preocupada se tudo estaria em seus conformes, embora teria ali ocorrido uma destruição. A saudade foi maior, pois então fundo adentro. Apostei todas as moedas sem ao menos perceber algum trapaceiro.
De longe, a casa trazia cores melódicas, paredes retorcidas e trincadas. O chão teria rachaduras. Sem cor, sem vida.
Mesmo com a casa destruída, eu queria entrar, me lamentar, gritar, suplicar, seja o que for... Abri o portão e ao colocar o pé no primeiro piso, a rachadura que seguia até o final do cômodo se juntou. Me assustei. Porém, foi aí que quando olhei ao final do corredor, me surgiu a porta do segundo quarto aonde haviam pessoas trancadas. Corri em direção e não me importei com as benditas rachaduras, ou o que acontecia com elas ao meu toque.
Cheguei em frente a porta, toquei a maçaneta. Que ao meu toque sumiu com sua ferrugem. Foi então que olhei para trás e vi que a casa estava como antes da destruição, linda. As cores voltaram, as paredes não tinham mais mofo e um perfume de lavanda inundava o ar. Como se o fantasma daquela bonita casa fosse embora pra longe dali, e anjos trouxessem a vida de volta ao lugar. Tudo me contagiou muito bem.
A parte que faltava eram as minhas pessoas para compartilhar aquilo, a minha alegria tão inesperada. Me virei e girei a maçaneta. Quando abri, minhas pessoas estavam de pé com as fotos das lembranças em mãos que cada uma teria causado.
Um vento forte entrou pela janelinha ao fundo, que estava aberta, bateu direto em meus ombros e, de tão feroz, me levou ao chão. Ao cair, cada memória penetrava pouco a pouco em mim, me invadia, tomava conta do meu corpo.
Decidi voltar pra verificar se o maldito teria acontecido. Em primeiro ponto, observei de longe, desconfiada. Preocupada se tudo estaria em seus conformes, embora teria ali ocorrido uma destruição. A saudade foi maior, pois então fundo adentro. Apostei todas as moedas sem ao menos perceber algum trapaceiro.
De longe, a casa trazia cores melódicas, paredes retorcidas e trincadas. O chão teria rachaduras. Sem cor, sem vida.
Mesmo com a casa destruída, eu queria entrar, me lamentar, gritar, suplicar, seja o que for... Abri o portão e ao colocar o pé no primeiro piso, a rachadura que seguia até o final do cômodo se juntou. Me assustei. Porém, foi aí que quando olhei ao final do corredor, me surgiu a porta do segundo quarto aonde haviam pessoas trancadas. Corri em direção e não me importei com as benditas rachaduras, ou o que acontecia com elas ao meu toque.
Cheguei em frente a porta, toquei a maçaneta. Que ao meu toque sumiu com sua ferrugem. Foi então que olhei para trás e vi que a casa estava como antes da destruição, linda. As cores voltaram, as paredes não tinham mais mofo e um perfume de lavanda inundava o ar. Como se o fantasma daquela bonita casa fosse embora pra longe dali, e anjos trouxessem a vida de volta ao lugar. Tudo me contagiou muito bem.
A parte que faltava eram as minhas pessoas para compartilhar aquilo, a minha alegria tão inesperada. Me virei e girei a maçaneta. Quando abri, minhas pessoas estavam de pé com as fotos das lembranças em mãos que cada uma teria causado.
Um vento forte entrou pela janelinha ao fundo, que estava aberta, bateu direto em meus ombros e, de tão feroz, me levou ao chão. Ao cair, cada memória penetrava pouco a pouco em mim, me invadia, tomava conta do meu corpo.
quarta-feira, 2 de março de 2011
A caixa
E ao adentrar naquilo só trevas e desespero, lugar ruim aonde palavras assassinas perseguiam quem menos esperava, quem menos tinha uma parcela de culpa. Eu respirava fundo e erguia uma muralha a minha frente, nada me atingia... As palavras batiam e por vezes voltavam, em outras se destruíam ali mesmo.
Ao sair, encontrava outro lugar aonde diversas pessoas se preocupavam. Algumas sorriam, outras ficavam zangadas, tinha de todos os tipos. Engraçadas, românticas, egocêntricas, nervosas, criticas, amáveis... Creio que apenas não teria a devida paciência para aturá-las, afinal, agora eu era uma pessoa com diversos compromissos e responsabilidades, resolvia problemas de adultos e teria passado por aquele lugar ruim anteriormente, aonde me doeu. Foi então que percebi que poderia camuflar aquilo, ninguém precisava saber o que estava acontecendo e eu não queria que soubessem. Encontrei o sorriso pelo caminho e nele confiei.
Voltei ao lugar ruim, aonde chegou ao seu ápice. Lá existia um quarto não tão importante, mas lembranças eram guardadas com imenso carinho. As paredes desse quarto tinham gravuras de várias formas, de várias fases e momentos passados. Era como se cada gravura significasse um dia diferente e elas ao todo formavam uma vida, a minha vida. Foi então que me vi rasgando todas essas gravuras, tirando uma a uma, não porque queria e sim por necessidade. Eu teria que desocupar esse quarto, ele pertencia a outra pessoa agora. Sentia algo horroroso dentro de mim. Peguei todas as gravuras e coloquei dentro de uma caixa, estavam ali todas as lembranças.
Ao sair do quarto, vi que parte de mim estava lá dentro, uma grande parte. Peguei minha caixa e fechei a porta. Foi então que me deparei com outra porta a frente. Quando entrei, lá guardava parte das pessoas que me fizeram ter essas lembranças, pessoas em que eu confiava. Mas não poderia colocá-las em uma caixa. Várias caixas? Não, também não podia. Eu percebi que não conseguia e não podia tirá-las dali, teriam que ficar naquele lugar. Entrei em desespero e tentei de todas as formas puxá-las para serem levadas comigo, fracassei. Meu coração apertou, mas eu tinha que sair do lugar ruim, pois teria de acompanhar outra pessoa e também manter minha caixa em um lugar seguro.
Lágrimas desciam pela minha roupa, entravam no meio da minha blusa. Fechei outra porta.
Quando pude finalmente sair, olhei de longe aquele lugar e todas as lembranças que estavam na caixa subiram a minha cabeça, umas passaram rapidamente, outras lentas... Em outras eu fiz de tudo para nunca irem embora. Por fim, decidi voltar ao segundo quarto, entrei com medo e coloquei a minha caixa valiosa em frente a porta. Meu objetivo eram que as pessoas ficassem com que eu tinha de mais precioso, minha caixa, como um consolo pelo abandono.
Me virei e fui andando, em procura de outro quarto, de outras lembranças, outras mágoas, outros risos, outros sonhos... Outras coisas.
Ao sair, encontrava outro lugar aonde diversas pessoas se preocupavam. Algumas sorriam, outras ficavam zangadas, tinha de todos os tipos. Engraçadas, românticas, egocêntricas, nervosas, criticas, amáveis... Creio que apenas não teria a devida paciência para aturá-las, afinal, agora eu era uma pessoa com diversos compromissos e responsabilidades, resolvia problemas de adultos e teria passado por aquele lugar ruim anteriormente, aonde me doeu. Foi então que percebi que poderia camuflar aquilo, ninguém precisava saber o que estava acontecendo e eu não queria que soubessem. Encontrei o sorriso pelo caminho e nele confiei.
Voltei ao lugar ruim, aonde chegou ao seu ápice. Lá existia um quarto não tão importante, mas lembranças eram guardadas com imenso carinho. As paredes desse quarto tinham gravuras de várias formas, de várias fases e momentos passados. Era como se cada gravura significasse um dia diferente e elas ao todo formavam uma vida, a minha vida. Foi então que me vi rasgando todas essas gravuras, tirando uma a uma, não porque queria e sim por necessidade. Eu teria que desocupar esse quarto, ele pertencia a outra pessoa agora. Sentia algo horroroso dentro de mim. Peguei todas as gravuras e coloquei dentro de uma caixa, estavam ali todas as lembranças.
Ao sair do quarto, vi que parte de mim estava lá dentro, uma grande parte. Peguei minha caixa e fechei a porta. Foi então que me deparei com outra porta a frente. Quando entrei, lá guardava parte das pessoas que me fizeram ter essas lembranças, pessoas em que eu confiava. Mas não poderia colocá-las em uma caixa. Várias caixas? Não, também não podia. Eu percebi que não conseguia e não podia tirá-las dali, teriam que ficar naquele lugar. Entrei em desespero e tentei de todas as formas puxá-las para serem levadas comigo, fracassei. Meu coração apertou, mas eu tinha que sair do lugar ruim, pois teria de acompanhar outra pessoa e também manter minha caixa em um lugar seguro.
Lágrimas desciam pela minha roupa, entravam no meio da minha blusa. Fechei outra porta.
Quando pude finalmente sair, olhei de longe aquele lugar e todas as lembranças que estavam na caixa subiram a minha cabeça, umas passaram rapidamente, outras lentas... Em outras eu fiz de tudo para nunca irem embora. Por fim, decidi voltar ao segundo quarto, entrei com medo e coloquei a minha caixa valiosa em frente a porta. Meu objetivo eram que as pessoas ficassem com que eu tinha de mais precioso, minha caixa, como um consolo pelo abandono.
Me virei e fui andando, em procura de outro quarto, de outras lembranças, outras mágoas, outros risos, outros sonhos... Outras coisas.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Versus
Idealizar não está sendo uma boa palavra. Ela me consome, explora de mim até a última gota. Para no final me deixar sozinha, com aquilo tudo que havia sonhado. Esse é o meu jeito, tenho de aceitar.
Não consigo me ver fazendo certas coisas sem emoção, apenas por uma questão de "status". Eu não consigo fingir me apaixonar.
Se eu me apaixono, eu me apaixono e pronto. Sei bem que existem pessoas de vários tipos, de vários valores, mas eu sou quem sou. Vem sendo difícil aceitar isso.
Talvez eu tenha muito o que mudar, muito o que aprender ainda. Ou talvez eu esteja apenas lidando com algumas diferenças.
Tudo tem sua hora... E disso eu conheço bem.
Não consigo me ver fazendo certas coisas sem emoção, apenas por uma questão de "status". Eu não consigo fingir me apaixonar.
Se eu me apaixono, eu me apaixono e pronto. Sei bem que existem pessoas de vários tipos, de vários valores, mas eu sou quem sou. Vem sendo difícil aceitar isso.
Talvez eu tenha muito o que mudar, muito o que aprender ainda. Ou talvez eu esteja apenas lidando com algumas diferenças.
Tudo tem sua hora... E disso eu conheço bem.
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