Já sai de mim pois estive por muito tempo. Enquanto ainda estava aqui, me ajudei, e de certa forma vejo que é bem bonito aqui dentro. Só é fantasioso, o que se torna um tanto perigoso. E céus, como é frágil. Porém, quanto a essa fragilidade, ando levando tantos tapas que ela se esconde, porque o medo é outra coisa bem presente.
Um tapa atrás do outro, conforme vou descobrindo e conhecendo mais... Vejo que não sei de nada. Nem de uma vírgula que fica aí dentro de ti.
Mas não ligue pra isso, é passageiro. Por vezes me aguço lembrando quem sou, esqueça, isso passa. Porque não quero me lembrar de quem sou, nada de raízes.
Raízes só me prendem e agora que esse peso está guardado o que eu mais quero é não estar presa.
Embora eu saiba que esteja me enganando, deixando toda essa bagunça de lado, jogando a poeira pra baixo do tapete, pouco ligo pra isso. Enganar a si mesmo é ótimo quando se tem uma máscara.
Não me reconheço mais, embora eu saiba exatamente o motivo de estar agindo assim.
Aceitar é algo difícil pra mim, porque sendo bem franca, machuca. E tenha certeza que já estou bem machucada. Mas dizem que quando a dor é tanta, chegando ao seu ápice, se torna até uma espécie de anestesia. De tanta dor, até amortece.
Esse vento soprou pra longe meu bem, bem longe. Não faço a mínima de onde fica.
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