sábado, 26 de abril de 2014

Podres.

No instante, confesso:
a vontade é de ter
o medo é de perder.

Mas ainda crio consciência
do desejo de viver, ser, não ser.
Cultivo um vaso de flores
regado a respeito e
adubado com liberdade.

Mas confesso,
a vontade é de comer
o medo é de morrer.

Se olhar se torna fugidio
é pela estrada que se quer correr.
Certo, assim? Só pode correr ou olhar? É no oito ou cento e vinte?
O que é trocado se perde por entre as estradas ou só são feitas outras trocas?
Olha, confesso

a vontade é ser suas pupilas
o medo é de se tornar bagagem.

Escrevo, por fim, só se alimenta o que quer.
mas ainda como demais.

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