terça-feira, 15 de abril de 2014

Observando brotinhos pretos.

Não posso te ver com olhos cerrados
olhar amassado
dobrado

Um rabo de olho mei desconfiado
salgado

Sussurro na nuca
Onde suas mãos encaixam?
Intuição fortuna
Onde suas mãos encaixam?
A sede nua
Onde suas mãos encaixam?
Sentidos a lua
Onde suas mãos encaixam?
Rua, fula, tua

Na censura do vestido
Enroscado
Enrolado
entre
Tiremos a poeira que pousa na quina dos nossos hostis quadris
A lama que cobre os corpos barris
Andemos na corda bamba
por um tris.

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