terça-feira, 15 de abril de 2014

O cru do nu.

entrar
de atrito em atrito,
o ar do fundo sufoca
grito a grito
pito a pito
o cru do nu.

noite, adentrando
pelo sono e é noite
lábios e é noite
dentro. e é noite
adentro, atrito e é noite, afinal.
pescoço e é noite
pele e é noite
pele é noite
pele e noite
pele noite
pelenoite

pela noite
escorremos
pele noite
o mergulho num mar nu
de pele e noite
pele noite, a cabeça tombou de entrega aos quadris que se bateram
produzindo o macio da melodia
quadris, encaixe.
no desencaixe me dê uma música que fale de pele, de noite
pros corpos dançarem de olhos nus
peitos crus
o cru do nu.

prenha do consciente
as pontas do gelo pingam entre o rabo de olho.
os corpos-icebergs derretem em ondas que banham as coxas em mãos
mergulham no fundo e rodopiam num lapso de pele
crua, nua

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