segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O Nome do Vento.

"Lancei-lhe olhares furtivos pelo canto do olho."
"Mesmo assim, foi meio doloroso, porque eu tinha passado meses pensando nela com ternura."
"(...) Mas a verdade por trás dessas histórias é que eu tinha a esperança de encontrar Denna."
"Eu estava totalmente impregnado dela, do aroma do vento em seu cabelo, do som de sua voz, do modo como o luar lançava sombras sobre seu rosto.
Eu tinha estragado tudo. Todas as coisas que dissera, coisas que haviam parecido muito inteligentes no momento, eram, na realidade, as piores que um tolo poderia dizer.
(...) Roube-me, ela dissera.
Eu devia ter sido mais ousado e lhe dado um beijo no final. Devia ter sido mais cauteloso."
"Conversamos durante as longas horas da noite. Falei em rodeios sutis do que sentia, não querendo me atrever demais. Pareceu-me que ela talvez estivesse fazendo o mesmo, porém não pude ter certeza. Foi como se executássemos uma daquelas complexas danças da corte modegana, nas quais os parceiros ficam a meros centímetros de distância, mas, quando são habilidosos, nunca se tocam.
Assim foi a nossa conversa. Mas não nos faltou apenas o tato para nos guiar: foi como se também fôssemos estranhamente surdos. E por isso dançamos com muito cuidado, sem saber ao certo que música o outro ouvia, sem ter certeza, talvez, do que o outro sequer estava dançando."
"Eu guardara a lembrança do formato dos seus olhos, mas não do peso deles; de sua coloração escura, mas não de sua profundidade. A proximidade de Denna tirou o fôlego de meu peito, como se de repente me houvessem jogado em águas profundas."
"Senti uma vaga esperança palpitar no peito, recordando a noite em que ficáramos no alto do monólito."
"A resposta é que cada um de nós tem duas mentes: a mente desperta e a mente adormecida. Nossa mente desperta é a que pensa, fala e raciocina. Mas a mente adormecida é a mais poderosa. Enxerga fundo no cerne das coisas. É a parte de nós que sonha. Ela se lembra de tudo. Dá-nos a intuição. A mente desperta não entende a natureza dos homens. A mente adormecida, sim. Já sabe muitas coisas que a mente desperta não sabe."
"Embaixo da Universidade encontrei o que mais queria, só não era o que eu esperava - disse, e fez sinal para o Cronista pegar sua pena. - Como tantas vezes acontece ao realizarmos o desejo que temos no coração."

5 comentários:

  1. É mesmo! São trechos de um livro chamado "O Nome do Vento". =)

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  2. A esperança, que é vital em dose contida, é fatal se desmedida.
    GK

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  3. hmm, verdade!! Você havia me mostrado esse livro, estava anoite, mas me recordo do nome e da capa com muito frescor ainda na memoria. Lembro tbém que você disse que estava super curtido. :)

    rolou uma mega identificação nesta parte:

    Eu devia ter sido mais ousado e lhe dado um beijo no final. Devia ter sido mais cauteloso."
    "Conversamos durante as longas horas da noite. Falei em rodeios sutis do que sentia, não querendo me atrever demais. Pareceu-me que ela talvez estivesse fazendo o mesmo, porém não pude ter certeza. Foi como se executássemos uma daquelas complexas danças da corte modegana, nas quais os parceiros ficam a meros centímetros de distância, mas, quando são habilidosos, nunca se tocam."
    Assim foi a nossa conversa. Mas não nos faltou apenas o tato para nos guiar: foi como se também fôssemos estranhamente surdos. E por isso dançamos com muito cuidado, sem saber ao certo que música o outro ouvia, sem ter certeza, talvez, do que o outro sequer estava dançando."

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    1. Essa é minha citação favorita de todo o livro. É incrível como ele soube traduzir todo o "universo" que existe em torno disso com esse simples trecho, toda essa insegurança. Aliás, eu terminei de ler. Se tu quiser está às ordens.

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