Pode amar tuas mulheres de cabelo batido, rosto escolhido e roupas sem pregas.
Pode amar tuas mulheres em seu leito comprido, com seu doce rugido e um suar gemido da minha solidão.
Você pode amar tuas mulheres com suas calças de brim, seus sapatos fechados e sua pele marfim.
Agora, eu lhe permito, ame tuas mulheres.
Com todas suas confissões, suas conclusões... Até vir a ficar, com o perdão dessa palavra que você deve detestar, finalmente: Sã.
Pode amar tuas mulheres com esse seu jeito seguro, suas ideias malucas e tua eterna preocupação com toda humanidade.
Pode amar tuas mulheres com esse relógio de pulso, onde eu preferia pulseiras. Com esses seios livres, onde eu preferia que estivessem erguidos. Com todo esse amor, onde fazendo todas essas preferências, você acreditaria que prefiro até que seja com dor.
Ame tuas mulheres no meio desses teus cabelos encaracolados, nesse olhar sereno e no sorriso que você herdou de mim.
Pode amar tuas mulheres nesse seu corpo desnudo, teu olhar profundo, teus pelos à mostra e sua gargalhada sem fim.
Ame todas as mulheres que um dia eu pretendi amar. Lacem suas almas sem mim.
Pode amar tuas mulheres nessa sua conversa com a lua, teus incensos acesos, na sua contínua procura sobre o que guarda em si.
Pode ficar por aí amando tuas mulheres, dividindo seu peito e se esquecendo de mim.
Pode amar tuas mulheres, mas saiba sempre, a única mulher da tua vida sou eu.
Tua mãe.
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