quarta-feira, 11 de março de 2015

Janela nua.

A noite - enorme
nem tudo dorme
ouvi de uma mexicana, que compartilhava pedras, uma vez: "deixe-as na janela pra se banhar de lua"
Se banhar
de céu
com seu manto negro
que cobre os sonhos.

A noite - enorme
nem tudo grita
ouvi da falta de buzinas uma vez: "é na quietude que se conecta"
Se conecta
com a solitude que és ser
em sua pura forma,
como uma dança dessas que tocamos levemente as mãos
e pelos olhares já sentimos
pele a pele.

A noite sussurra pras amantes
que querem fazer amor
em cada uma dessas esquinas vazias.

A noite - enorme
nem tudo dorme
ouvi gemidos de poetizas uma vez: "amo no chão com meu corpo coberto pelas terras vermelhas de brasília aos gritos das corujas"

A noite - enorme
tudo é à luz da lua
que banha
que grita
que faz amor,

se coloque nua na janela
e dance ao brilho
da estrela mais próxima.

Nenhum comentário:

Postar um comentário