quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Conversas Fingidas.

De vez em quando algumas palavras escapolem
Outrora sorrisos
Olhares Miúdos.
Pra quem, Maria Flor?
Tem vez que escapolem algumas juras
Alguns toques
conversas sobre a vida
conversas fingidas
Pra quem, Maria Flor?
Tem vez que as minhas flores
são colocadas pra fora
em doação
mas, me diz Maria Flor, você coroa essas flores pra quem?
aí tu vem e diz: "É pra mim".
Te vejo por aí tirando rosas, de plenitude, do centro do seu corpo
E quando você estende as suas mãos, entregando... Quem espera que as receba, Maria Flor?
Tem vez que penso na sua loucura
aí tu vem e diz: "É só a vontade de doar..."

Maria Flor,
tu aceitas o vento?
tu aceitas um vendaval no seu corpo?

Flores, em vastidão,
na beira de suas mãos.
Entregando a solidão,
a beira de mim
num vão.

O presente é entregue
ao ser de paixão
que foge ao ver
que tenho flores em minhas mãos.

São vermelhas demais?
O cheiro é muito forte?
O que te espanta, paixão?
É paixão? Sina?
Ou é só a solidão que te carregou por tempo demais?
Vai ver é só coração.

A cada palavra que escapole
Por cada pensamento em ti,
A cada sorriso dado ao vento
Por cada pensamento em ti,
A cada respiração de funda calmaria
Por cada pensamento em ti,
A cada outra flor tentando ser plantada
Que não consegue pelo pensamento em ti,
Uma flor é entregue de minhas mãos
Ao chão.

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