quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Vem cá.

Vem. Aqui, no meu colo, pode pisar na grama.
Fumar nesse local fechado, que é meu corpo, não é proibido.
Vem que no meu peito não existem conclusões.

Vem cá, longe dessa gritaria
e dos discursos.
Vem, vem olhar comigo o céu.
Vem pensar o melhor que as pessoas tem pra TROC/DO-ar.
Vem descobrir que não é uma luta,
que o que sai da boca não só atinge,
afaga.
O olhar é feito um peixinho
que navega nesse corpo
e depois vira um passarinho preto
que só flutua.
Vem. Vem com o olhar que enche por inteiro.
Descobre comigo que esse falatório não é dito por esses olhos,
é pelo ego.
Vamos trocar essa certeza pelas coisas indizíveis,
Essa verdade pelo riso,
A conclusão, que não será estagnada, pelo cheiro.
Vem cá, nós damos uma chegada ali na calçada,
Saímos desse lugar onde nem os pés sabemos onde botar.
Vem cá, o vento é mais fresco daqui onde eu mostro o rosto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário