Eu sinto sua falta.
E agora mesmo com você olhando no final das minhas pupilas, eu ainda sinto sua falta. Mesmo você me tirando o ar que eu custo ter, eu sinto. Dizendo me guardar por dentro e jogando conversa fora, sinto. Segurando minhas mãos e entrelaçando nossos dedos, sinto uma falta tremenda.
Como se nunca fosse te ter, e na verdade, como nunca eu te tive.
Nunca tenho certeza alguma quando te diz respeito e talvez por isso te tenha em uma constante linha dentro de mim.
Se temos alguma coisa hoje, só se trata da falta uma da outra.
Sentimos falta de nós mesmas.
Juntamos a falta que eu sinto e a que você sente, transformando em uma só, depois chamamos isso de alívio. Eu jogo minha dor pra você, você joga a sua pra mim... E assim a gente vai, apoiando uma na dor da outra.
Fazemos porque é cômodo, fazemos pra preencher o vazio que deixaram em nós duas.
E como, alguém em sã consciência, deixaria um vazio em você? Sendo isso ou não, só tenho a certeza que de sinto sua falta.
É a falta de ter você inteira, é a falta de te falar todas as verdades que existem em mim. É a saudade.
Saudade do puro e limpo, da intensidade que levamos as coisas.
O encaixe não será o mesmo, o quadril ficará em outra posição.
Tuas mãos, teus olhos.
Tudo vai se renovar. Assim como eu me renovei, e creio que você também. Não é mais como foi porque nós mudamos, mas não peço pra ser. Peço só você por inteira, como eu nunca tive.
É o medo da mudança. Como ficar na ponta de um prédio e decidir não pular, seguindo sua vida rotineira ou pular e mudar o rumo dos seus poucos segundos de vida até chegar ao chão.
Nada anda se encontrando mais, eu sinto sua falta.
Falta do que eu nem sei se existe por estar tão alta por você, espero não ter vontade de perder os sentidos afim de não chegar a te reconhecer. E sentir tua falta de novo, como eu sentia. Como eu sinto.
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