Quando eu dô conta de mim
O céu já desabou sob nós.
A água já brotou nos nossos corpos,
O que estamos fazendo, amor, se não é só olhando pros nossos próprios olhos?
Celebrando nosso viver, nosso encontro...
Te digo: estar aqui é só por temporada... Eu sinto, tenho convicção, desde pequena quando pude sentir a primeira fagulha de amor na minha vida. Pensei: não é possível que só esse mundo consiga abarcar meu sentimento, existe algo maior.
Esse céu tem mais mistério do que podemos compreender, menos códigos e mais vida.
Lá, nesse manto estrelado, é onde fica a moradia do nosso desejo e reconhecimento.
Deve ser por isso que o céu nos olha pela janela que deixamos sempre aberta e acaba se encantando pela nossa beleza... Nos dá o presente de se por em mim, em você, naquela terceira pessoa que fazemos quando suamos juntas.
Não tenho medo só por saber que podemos ir até onde quisermos... Imensas como noite crua...
O céu do mar do nosso suor guarda todo nosso sentir... Ele nos espera - e eu sempre vou ao encontro do que me espera.
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