Faço da minha vida
uma dança das estrelas
que brilham na minha porta
do mar salgado protetor da criação
e guardião da fluidez
da terra que trás ao chão
onde firma os pés às raízes
do ar que venta meu rosto
sacode meus olhos
balança meus quadris
Eu sou vendaval que redemoinha o fogo da alma
Sou o fogo da explosão de super novas
Eu sou o meteorito que vaga
solitário pelo céu
e pousa nas pedreiras
Onde houver o caracol de vento que circunda o mar,
me faço tempestade
Ouço marinheiros do cais apelando às águas sua morte verde-azulada numa só voz: "É doce morrer no mar". Eles dizem.
Não existe linha que separe o céu da terra
A lua do mar
O fogo do ar
Num convite, saúdo: a dança da vida.
04 de agosto, 2015
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