sábado, 26 de setembro de 2015

Observações.

As pessoas que já conheceram a morte possuem uma calma que antepôs os olhos nos olhos com a pós vida.
A morte não foi preta nem branca, alegre nem triste, a morte foi uma mestra que simplesmente apareceu pra mim em seu estado natural, cumpriu seu papel e se foi. Justa, sábia e pontualíssima.
Desde então, entre minhas vidas e mortes, eu pareço reconhecer aqueles que também já a viram.
Nos olhamos como grandes conhecidos, e o que impera é o respeito, por saber exatamente quão forte isso também foi em nosso âmago.
As pessoas que já se depararam com o amor profundo compreendem a natureza das relações em geral.
Escrevo isso por me parecer que o subjetivo dos arrepios é onde a procura se dá, os olhos que se fundem de uma forma inexplicável um ao outro, esse me parece o caminho pro coração.
Desde que tive que me refazer inteira pelo amor profundo ter se fundido a minha alma, eu também pareço reconhecer aqueles que já o sentiram.
Em nosso encontro nada precisa ser dito, é algo que transcende o gosto das coisas, e o que impera é o respeito, por saber exatamente quão forte isso foi em nosso âmago - assim como a morte.
Hoje, pra mim, o amor e a morte vem do mesmo lugar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário