Era uma daquelas ruas de paralelepípedos do pelourinho
Eu via de cima uma negra de cabelos cacheados com uma saia rodada colorida
Rodava sua saia numa grande celebração
Gingava os ombros, os braços e sorria com alegria.
Ali, naquela rua, saudavam com bandeirolas, calor e uma voz que cantava assim: Quanta grandeza tem meu pai oxalá!
O povo ria gritando aos quatro ventos que o governador daquela terra era grande e amoroso.
Meus olhos se mantinham fechados e meu corpo girava
enquanto eu era o amor.
terça-feira, 30 de junho de 2015
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Sobre indivíduo.
Bárbara é o nome da mulher que trabalha comigo, ela deve ter uns trinta anos e tem quatro filhos. Um deles se chama Kael por conta do superman.
Coração é o apelido de uma senhora de olhos tristes que lava milhares de louças. Fala pouco, faz muito.
Nilda me lembra alguma personagem do jogo "bully", uma das monitoras altas, engomadas e rigorosas que suspendiam os alunos pelas orelhas.
Cristina, de acordo com um amigo, é a meryl streep em o diabo veste prada, um pouco mais meiga e louca.
Suspirou, se levantou e olhou o relógio. Nessa sequência.
Nada disse, nem com o corpo, nem com palavras.
Foi aí que eu percebi que és fria.
E porque não entendia muito bem o motivo de eu sorrir tanto, ficando encantada, com essas pessoas novas que conheci.
Suspirei, mexi no chá e olhei pra ela.
Que tudo disse, com o corpo e a boca que gritava em meus ouvidos "não te ouço porque não sei não ser assim".
Coração é o apelido de uma senhora de olhos tristes que lava milhares de louças. Fala pouco, faz muito.
Nilda me lembra alguma personagem do jogo "bully", uma das monitoras altas, engomadas e rigorosas que suspendiam os alunos pelas orelhas.
Cristina, de acordo com um amigo, é a meryl streep em o diabo veste prada, um pouco mais meiga e louca.
Suspirou, se levantou e olhou o relógio. Nessa sequência.
Nada disse, nem com o corpo, nem com palavras.
Foi aí que eu percebi que és fria.
E porque não entendia muito bem o motivo de eu sorrir tanto, ficando encantada, com essas pessoas novas que conheci.
Suspirei, mexi no chá e olhei pra ela.
Que tudo disse, com o corpo e a boca que gritava em meus ouvidos "não te ouço porque não sei não ser assim".
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Hoje eu renasço.
O mundo é azul. Por um bocado de tempo percebi que sonhava acordada, minhas escritas são na maioria das vezes sobre colocar os pés no chão e sentir o orvalho do mato. Digo isso porque de alguma forma me sinto muito familiar a dor. E sei que ela é tão revigorante quanto colocar os pés no chão coberto de orvalho. Hoje eu vi o mundo azul. Bem claro, quase índigo, se eu fosse capaz de explicar melhor diria que estava sonhando. Um silêncio sábio percorre por aqui. Não sinto vontade de mover um só músculo com rigidez, a calmaria me invade e eu repouso por cima do meu braço agradecendo por estar aqui e ter a oportunidade de comungar disso. Eu não lembro de outros mundos, mas devo dizer que a experiência pode ser mágica e cheia de um prazer meio azul.
terça-feira, 9 de junho de 2015
Uma filha à casa torna.
quando um cordão me ligava a tu
me alimentava e nutria de amor
eu morava em seu corpo
num lugar sagrado e mágico
que faz nascer o que dorme
hoje somos ligadas por nossas mães
prioritariamente hoje, entregamos todo nosso ser à elas pra que nos una e afague nossos cabelos em seus colos
porque hoje, nós entramos juntas, tête-à-tête, por uma grande porta
vinha uma luz intensa e branca ao abri-la
e nós a encarávamos prontas para recebê-la
lado a lado
hoje nós vamos entrar de mãos atadas por aqueles corredores
nós vamos olhar para nossos medos com força
hoje nós vamos resistir
e gritar quando for preciso
hoje nós vamos fazer silêncio
e criar uma corrente verde com a união dos que ali estejam
quando a vida estava a se pôr
eu me transformava em tua cria
que seguraria suas mãos e
afagaria teus cabelos.
assim como um dia fiz minha casa em sua morada,
tu morarias em meu corpo.
abençoa, mãe, tuas filhas.
me alimentava e nutria de amor
eu morava em seu corpo
num lugar sagrado e mágico
que faz nascer o que dorme
hoje somos ligadas por nossas mães
prioritariamente hoje, entregamos todo nosso ser à elas pra que nos una e afague nossos cabelos em seus colos
porque hoje, nós entramos juntas, tête-à-tête, por uma grande porta
vinha uma luz intensa e branca ao abri-la
e nós a encarávamos prontas para recebê-la
lado a lado
hoje nós vamos entrar de mãos atadas por aqueles corredores
nós vamos olhar para nossos medos com força
hoje nós vamos resistir
e gritar quando for preciso
hoje nós vamos fazer silêncio
e criar uma corrente verde com a união dos que ali estejam
quando a vida estava a se pôr
eu me transformava em tua cria
que seguraria suas mãos e
afagaria teus cabelos.
assim como um dia fiz minha casa em sua morada,
tu morarias em meu corpo.
abençoa, mãe, tuas filhas.
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