terça-feira, 30 de agosto de 2011

Por fora

Eis o melhor e o pior de mim, o modo como isso cresce.
Sendo sincera não vejo como melhor, porque não vem sendo melhor.
Acontece que de nada pode faltar... E muito tem me faltado, sido superficial.
Superficial, pra mim, é pior que se enganar. É sem sentimento.
O próprio nome diz; pra fora e não pra dentro. E eu vivo aqui dentro de mim.
É não se permitir, se fechar por uma dor.
Não engajar os sentimentos que juntos tem de ficar.
E eu tenho sido assim... Tão difícil de se ler, fazendo com que as palavras saindo de mim, por pura ironia, sejam superficiais.
Embora dentro de mim grite me mostrando que eu não sou assim, mas não creio que tenha um motivo pra deixar de ser tão fria.
Não tenho motivo algum, razão nenhuma.
Porque eu não te tenho.

E finalmente saiu, eu não te tenho.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Só coração

Numa mente tão distante dali, numa mente que nunca se disse forte, mas fazia o possível e o impossível para não demonstrar tal fato.
Numa mente que naquele momento só tinha você, só pensava no que já foi.
Numa mente que procurava lhe dizer tudo o que sentiu e passou por você.
E o que quer passar.
Pois entenda, não falo de coração.
Este tu já levou há tempos. Falo de sentimentos mesquinhos que se despertam.
Me refiro a essa cabeça tão confusa que vomitou tanta coisa engasgada.
Ali, junto, com os corpos colados.
Creio que só pude te dizer tudo ali, naquele lugar.
Porque você me devolveu meu coração naquela noite.
Me fez sentir a pulsação, me fez guardá-lo aqui comigo e protege-lo.
Me mostrou que sente medo, assim como eu.
Pois me faça acreditar em tudo aquilo, me faz sentir que tu também sente.
Só dessa forma eu posso mostrar o punhado de amor que existe dentro de mim.

domingo, 28 de agosto de 2011

Ceticismo

Sempre ao meu lado, aqui lutando de todas as formas para enfim sair.
Sempre aqui comigo. Pena que apenas dentro de mim, mas não deixa de estar.
Creio que seja um tanto errado escrever isso; Se eu possuir um lado cético, você está dentro dele.
Me trás calor, mas é fria. Quer ser fria.
Agora, me diz, meu amor. Por que?
Sabe bem que estou aqui apenas pra te levar, sem nenhuma dor.
De dor já me basta, me cansei de sentir isso tão traiçoeiro, que me acompanha desde quando você apareceu.
Pois "meu lado cético" de cético nada tem, anda com medo e choroso.
Se quiser posso deixá-lo subir à cabeça, caso você enfim o ache. Pois ceticismo é algo dentro de mim que consegue se mascarar mais que tudo.
E olha que com esses teus modos, ando usando muito minha máscara por aí.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Silêncio

O teu silêncio não me disse nada, só me deu o que já tinha dado. Só me entregou o que, aquela voz que nunca me falta, havia dito.
O meu lhe disse várias coisas, talvez já tivesse até cansada de ouvir. Cheia de ouvir, como eu.
Me falta.
Só sentíamos o barulho da nossa respiração e dos rumores que se espalhavam, ouvíamos passos e um certo movimento repetido com os dedos.
Também o uivo do vento.
E este se calou parando de soprar. Assim como você.

O silêncio lhe diz várias coisas, é só aprender a ouvir.

Um mar

A quem eu ainda tento enganar agindo assim?
Francamente, somente a mim.
Logo eu que sempre dei a cara pra bater, me levando e confiando no que tem dentro de mim.
Logo eu.
Pois me assumo, sinto mesmo, dói mesmo... Talvez ame mesmo e não me importa, porque o pedaço faltando está aqui ainda. Ele fica aqui se lamentando por tudo, menina.
Do que fez e do que não fez.
E era tudo o que eu precisava saber, era tudo o que eu ainda me perguntava, embora não soubesse nada dessa tua cabeça tão confusa. Teu olhar me falava e eu de tão boba que ficava, só me restava acreditar... E de novo e de novo e de novo.
Sinto que me faltou dizer tudo ainda, porque de tanto tem. Como tem.
Muito dentro de mim, muito.

domingo, 21 de agosto de 2011

Se perder

Já sai de mim pois estive por muito tempo. Enquanto ainda estava aqui, me ajudei, e de certa forma vejo que é bem bonito aqui dentro. Só é fantasioso, o que se torna um tanto perigoso. E céus, como é frágil. Porém, quanto a essa fragilidade, ando levando tantos tapas que ela se esconde, porque o medo é outra coisa bem presente.
Um tapa atrás do outro, conforme vou descobrindo e conhecendo mais... Vejo que não sei de nada. Nem de uma vírgula que fica aí dentro de ti.
Mas não ligue pra isso, é passageiro. Por vezes me aguço lembrando quem sou, esqueça, isso passa. Porque não quero me lembrar de quem sou, nada de raízes.
Raízes só me prendem e agora que esse peso está guardado o que eu mais quero é não estar presa.
Embora eu saiba que esteja me enganando, deixando toda essa bagunça de lado, jogando a poeira pra baixo do tapete, pouco ligo pra isso. Enganar a si mesmo é ótimo quando se tem uma máscara.
Não me reconheço mais, embora eu saiba exatamente o motivo de estar agindo assim.
Aceitar é algo difícil pra mim, porque sendo bem franca, machuca. E tenha certeza que já estou bem machucada. Mas dizem que quando a dor é tanta, chegando ao seu ápice, se torna até uma espécie de anestesia. De tanta dor, até amortece.

Esse vento soprou pra longe meu bem, bem longe. Não faço a mínima de onde fica.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sopro

Preciso de um refúgio, mas é temporário. Só pra tirar, desligar... Sair do chão.
Existe uma pedra bem grande em meus pés, uma pedra enorme. É esse fardo que me tira o ar, me suga tudo.
Pois então está na hora de voar, está na hora de tirar essa pedra fora e sair por aí. Nunca tive rumo de qualquer forma, então não sei aonde vou me encontrar e na verdade, não quero que me encontre por agora, soube demais de mim nesse tempo todo, em que essa pedra estava aqui.... Entrava em mim, me conhecia mais.
Agora minha fase se deu. Eu que a acabo, eu que a começo. Na verdade, pra onde esse vento soprar... Com ele vou.

Pra onde ele soprar
(...) O fato é que ando gostando de me guardar. Apenas me serviu para uma questão de intensidade, sabe como é, quando você leva uma porrada fica com tanto medo da próxima que evita até de sair na rua.
E eu como uma boa aprendiz, evito até de me apaixonar.
Gosto de me doar, mas pra quem sabe o que fazer comigo... Você não soube.
Mas deixe, porque eu sinto isso esfriando, pode deixar que já estou abafando todo esse calor.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Destino

Acreditar no destino é uma idéia que me agrada.
É como se depois de tudo o que tenho passado, o destino fosse ainda uma esperança.
Acalmando esse coração desesperado... Fico pensando que ele ainda facilitará as coisas pro meu lado, nada de terceiros, só nosso sentimento. Algum tipo de reserva.
Minha cabeça anda tão confusa que eu preciso de "métodos", como o destino, que me digam: "Faça isso ou faça aquilo", mas não me mandando fazer, e sim me dando uma outra opção.
Porque eu ando cansada de procurar por opções, ando cansada de lutar... E na verdade, eu não preciso fazer isso. Já dei demais de mim.
Você tem tudo, me tem nas mãos e sabe aonde me encontrar.
Vou sair desse lugar e te esperar naquela mesa... Mas não demore muito, posso também gostar da idéia de ser impermeável.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sabe aquela máscara?
Creio que ela tenha chegado tarde demais, mas chegou. Chegou e me trouxe algo em que eu consiga guardar isso tudo.
Foi como eu consegui me esconder de seus sorrisos, olho e rapidinho tento colocá-la novamente, apenas pra você não ver que eu o retribui, junto com meu olhar bobo... Foi como eu consegui me sentir impermeável de tudo e só minha dor ficasse.
Mas dizem que a dor passa, não é mesmo? Com o tempo, sei lá.
Pode até ser, mas acho que o sentimento sempre ficará escondido na minha máscara.
Eu sou de admitir e de me enganar também.
Só quero que você se lembre dos nossos olhares, nossos sorrisos, nossos dias... Que fique aí na tua máscara também, porque vai ficar na minha.

domingo, 7 de agosto de 2011

Eu realmente espero que uma ponta do que eu acabei de sentir seja realmente verdade, espero que não seja apenas mais de umas das minhas confusões.
Falo com toda convicção 'Não vá embora, fique aqui desapego'.
Não vá... Porque eu finalmente, depois de muito tempo, me senti livre. Ao menos por esse segundo.
Me soltei de todo esse rancor, de todo esse peso que há tanto tempo fica sobre mim.
Peguei cada sentimento e usei de tijolos, fazendo uma muralha.
Isso deve ter sido o primeiro tijolo colocado pra fora. Então, por favor, não põe teu sorriso de novo em mim... Por mais que seja a coisa que eu mais queira.
Essa muralha toda desaba e tu bem sabe, pequena.

Intoxicada

A palavra certa não é encontrar, está longe disso. É como se eu apenas achasse aonde toda essa confusão tem ficado, entrado em mim e visto apenas confusão.
Tanta incerteza, insegurança, medo, milhares de você, centenas de lembranças... Todos juntos lutando por algo que mal sabem o que.
Teus olhos, teu sorrisos, teus olhos, teus sorrisos, teus... Tão em mim.
E mesmo com isso tudo, o vazio dentro de mim é enorme. O seu vazio.

Venha e arrume tua bagunça.

sábado, 6 de agosto de 2011

“Você se aproxima de mim com esses modos estranhos e eu digo que sim, mas teus olhos castanhos me metem mais medo que um dia de sol.”

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

E agarro a minha dor como o que sobrou de você, se teu sorriso não me trás tuas cores de novo, fico com minhas dores... Porque me livrar está difícil, pequena.
Esse peso que eu ando carregando está me sufocando, cada vez mais e mais.

Confessar

Não consigo ser fria, quando aparece uma brecha pro meu amor se enfiar... Eu aceito. Acho que você sabe disso.
E me entrego de corpo e alma.
Talvez eu ainda leve mais tapas na cara por conta disso, ter que podar meus sentimentos não é meu forte.
Você tem meu coração na mão e acho que também sabe disso. Talvez apenas não saiba o que fazer com ele ou não queira.
Eu tenho medo de falar isso, porque não quero acreditar. Mas realmente, talvez você não queira ter o meu coração na mão.
Talvez você não queira nem ao menos saber de mim.
Isso não está certo. Não está nada certo.
Eu não quero nenhum de seus sorrisos, por mais milagrosos que eles sejam, não quero nenhum de seus olhares, eu não quero nada seu. E me dói muito dizer isso. Me dói muito acreditar nisso.
Por vezes eu acredito e depois nem eu sei mais.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Olha, talvez você tenha esquecido algo comigo.
Você se esqueceu em mim, então por favor, volte. Volte e te leve de volta, porque eu não devo continuar nisso.
Recolha tudo seu que, por tanto tempo, esteve aqui esperando.
Onde você está agora? E me diz como fará isso? Como irá se recolher?
Me diz.
Durante todo esse tempo procurei pelas respostas dessas perguntas, e embora meu desejo de você ainda seja imenso, não vou negar que pensei em te tirar, mas logo te abraçava dentro de mim.
Abraçava minha dor e repetia inúmeras vezes "Calma, vai passar. Se lembra de quão doce era".
E confesso que era mesmo tão bonito assim.

Incontáveis cores me inundavam.