domingo, 31 de julho de 2011

Vai e Vem

Quando eu penso em te esquecer, teu sorriso vem e revigora. Ele trás tudo o que eu não quero por agora. Tudo o que é bom.
Espero que você não tenha se esquecido do meu que há tanto tempo não vem com a mesma facilidade do seu, talvez a culpa seja sua por isso.
Vou me largar, largar desses pensamentos que não param um segundo se quer, porque eles querem tirar seu sorriso de mim. Eles vem e dizem que não, tiram minha fantasia... Tiram você.
E seu sorriso vem de novo com tanta inocência, me conquista e me acabo.

sábado, 30 de julho de 2011

Eu abro a minha janela e fico olhando o céu. Pra mim, ele é o único que nos une.
Vejo todas aquelas luzes e penso que alguma pode ser sua.
Peço pra estrela que mais brilha que você fique comigo, apelo aos céus e torço pra uma estrela cadente passar.
Aquele vento frio bate no meu rosto e com ele me vem teu perfume.
Teu sorriso me deixou assim, boba.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Não faz isso, teu sorriso me acaba.
Sou apaixonada por ele.
Nossos olhares se encontraram de novo, como daquela vez... Eu esperei tanto por isso. Esperei tanto por você, e embora nada esteja muito certo, um sorriso é tanto pra mim que me dá até medo.
Medo de você mudar outra vez, medo de o que tem dentro de mim crescer mais (se é que é possível) medo de tudo, sabe? Eu sei que eu já falei que amo teu sorriso, mas acho que é exatamente dele que eu tenho medo. Pra mim quando você sorri, só existe você.
Santo Deus, você é linda.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sua

Por favor, esqueça tudo o que eu já lhe falei. Eu me entreguei, eu era sua.
Eu quero ser.
É a minha vez de te levar, menina. Por mim, eu deixo nossos olhares se encarregarem do tal... Como sempre foi. E se me arranca um sorriso, você sabe bem a frase certa pra conseguir.
A verdade é que eu tenho medo de que eu esqueça como é ser sua outra vez.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Máscara

E agora tanto faz de tudo o que ainda me vem na cabeça, ando cansada. Cansada de você, de mim, dos outros... Perco a cabeça com tanta facilidade. Por vezes ainda me lembro de saudades boas que você me deu, mas logo passa devido ao silêncio que tantas vezes também me entregou.
Preciso de uma máscara. Tanto para minhas memórias quanto para meu rosto... Minhas fraquezas também.
Uma máscara que guarde tudo e só eu tenha acesso. Tampe meus sonhos, minhas dores e amores.
Não queria que fosse assim, pode acreditar, colocar uma armadura foi uma decisão complicada pra mim.
Acontece que, como você, eu também vivo em constante mudança. Me desculpa.

domingo, 24 de julho de 2011

“Quem é intenso, assim como eu, ama mais. Sofre mais. Se doa mais. Se importa mais. Quer mais o outro do que a si mesmo. Porque o intenso sente mais. Sente mais carência. Sente mais sede. Sente mais saudade. Sente mais que os outros. E isso é um problema..Porque a pessoa intensa acredita mais. Mais nas pessoas. Menos em si. E isso faz com que ela se engane mais. E se decepcione mais. E pelo fato de ser verdadeira demais, acaba se magoando mais. E só uma coisa menos…Esquecemos menos, muito menos.”

sexta-feira, 22 de julho de 2011

"Sou toda gota"

Intensidade me define. Não sei como posso ser assim, tão intensa.
Será que você também é, mas guarda isso?
Não me suporto, me canso. Uso tudo de mim, me abuso.
Penso tanto, sofro tanto, amo tanto, odeio tanto... Cara, me diz como?
Isso é errado.
Tenho que parar com isso, parar de pensar em cada situação e ouvir tua voz que naquele dia me disse "Deixa eu te levar menina, sem entender".

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Cheiro

Ontem eu senti seu cheiro. Isso já aconteceu duas vezes, e em ambas fico nervosa, ao mesmo tempo achando que você está ali comigo.
Quando o cheiro passa, eu posso enfim perceber quão é grande isso dentro de mim.
Só quero que você saia daqui, porque eu sinceramente não aguento mais o que anda acontecendo comigo. Ando te amando, mas tendo raiva de você.
E eu quero sim, ver todos seus lados ruins. Lembrar de todas as vezes em que tentei lhe dizer o que tinha de mais verdadeiro em mim e você fingiu não entender.
Eu só cansei de amar tão intensamente assim.

domingo, 17 de julho de 2011

Encontro

O calor de suas mãos sobre as minhas faziam ambas suarem, eu podia sentir o que tinha de mais puro em você... Apenas pelo seu toque.
Até que chegamos ao nosso lugar, e as cartas foram jogadas junto com seus segredos. Uma questão de confiança.
Sentamos em cima de uma mesa que dava pra ver o céu. Ele estava bonito, bem escuro e se me esforçasse bem, via algumas estrelas jogadas de um canto a outro. Dava pra ver a lua também, tu lembra?
Eu colocava a cabeça no teu ombro e lá nos ficávamos falando por tempos, que pra mim eram segundos.
Aquele lugar desde então não saiu da minha cabeça.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Eu sei, meu amor, sei que errei. Me faltou ar para lhe dizer tudo... Tu bem sabe disso.
Acontece que eu sou assim, escondida em mim.
Me reviro no pouco que tenho.
Nesse punhado de desejos, vou levando, até que por vezes eles escorrem pelas minhas mãos, receio e recolho tudo rapidinho.
Me desculpa e sei que você merece algo melhor.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Timbres

Não sei o que dizer. Não sei o que sentir. Só sei que dói, dói muito.
Ando fechada, só escuto o que quero e geralmente são melodias que embalam meus ouvidos. Me levam em tons e tiram seus pensamentos de mim.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Não tenho mais rumo, nem um motivo pra continuar.
Só levo comigo esse aperto com minhas esperanças escondidas em uma caixinha.
Esperanças que ficam bem guardadas, mas que aos poucos vão se dissolvendo.
Pois é isso que eu quero, que se dissolvam. Sumam. Não voltem.

Part II

O lugar novo é bom, nostálgico, seguro, um lar... Mas não é meu lugar. Meu lugar é aquele em que foi destruído, queimado e suas cinzas jogadas ao relento, com desprezo e sem importância. O lugar o qual deixei minha caixa, na verdade, o lugar o qual me deixei.
Decidi voltar pra verificar se o maldito teria acontecido. Em primeiro ponto, observei de longe, desconfiada. Preocupada se tudo estaria em seus conformes, embora teria ali ocorrido uma destruição. A saudade foi maior, pois então fundo adentro. Apostei todas as moedas sem ao menos perceber algum trapaceiro.
De longe, a casa trazia cores melódicas, paredes retorcidas e trincadas. O chão teria rachaduras. Sem cor, sem vida.
Mesmo com a casa destruída, eu queria entrar, me lamentar, gritar, suplicar, seja o que for... Abri o portão e ao colocar o pé no primeiro piso, a rachadura que seguia até o final do cômodo se juntou. Me assustei. Porém, foi aí que quando olhei ao final do corredor, me surgiu a porta do segundo quarto aonde haviam pessoas trancadas. Corri em direção e não me importei com as benditas rachaduras, ou o que acontecia com elas ao meu toque.
Cheguei em frente a porta, toquei a maçaneta. Que ao meu toque sumiu com sua ferrugem. Foi então que olhei para trás e vi que a casa estava como antes da destruição, linda. As cores voltaram, as paredes não tinham mais mofo e um perfume de lavanda inundava o ar. Como se o fantasma daquela bonita casa fosse embora pra longe dali, e anjos trouxessem a vida de volta ao lugar. Tudo me contagiou muito bem.
A parte que faltava eram as minhas pessoas para compartilhar aquilo, a minha alegria tão inesperada. Me virei e girei a maçaneta. Quando abri, minhas pessoas estavam de pé com as fotos das lembranças em mãos que cada uma teria causado.
Um vento forte entrou pela janelinha ao fundo, que estava aberta, bateu direto em meus ombros e, de tão feroz, me levou ao chão. Ao cair, cada memória penetrava pouco a pouco em mim, me invadia, tomava conta do meu corpo.