quinta-feira, 26 de agosto de 2010


Eram 14:00, fazia um calor insuportável e aquela rua parecia não ter fim, e na verdade ela não queria que tivesse, estava sem um caminho certo para seguir. Andando sem direção, almejando ter aquilo que chamam de liberdade. Precisava de um tempo pra pensar, um tempo sem ninguém e só dela.
Aquela rua a lembrava como se entrasse em um grande túnel, cujo tampava o céu que ela tanto gostava. Nada era admirado, o túnel a reprimia, a sufocava.
Não havia sentido nenhum em continuar procurando algo que ela já estava cansada de procurar, quando as esperanças aumentavam e que ela já estava perto, alguém ou algo a reprimia, no caso foi o maldito túnel.
Já andara fazia mais de uma hora e nada aconteceu, o grande túnel não tinha fim, para piorar cada segundo que se passava era como se sua respiração fosse se esgotando cada vez mais.
Ela desistiu, se entregou. Sentou no chão, fechou os olhos e pediu para uma força maior a tirar dali, para aquilo tudo acabar sem nenhuma sequela. As inseguranças a inundavam e faziam com que o pânico invadisse seus pensamentos bons.
Seu sorriso a remeteu, cujo era tão meigo e sempre a impressionava tanto. Não, ela não queria lembranças como aquelas. Abriu seus olhos e notou que aquele túnel tinha sumido, o céu estava explendido em um rosa fim de tarde, o ar não estava mais quente, nem denso. Ela se levantou e foi andando pela aquela deserta rua que teria tão bem retratado seu presente.

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