domingo, 21 de fevereiro de 2016

Cumprimento.

Ainda percebo o reboliço que tem
quando os olhares se mantém.
mas, me diz aqui, na bubuia
Como vão as coisas?

Agora se não mais imaginamos viver como os pássaros
não temos colapso
pergunto pra ti: Como vão as coisas?

Se agora saiu do compasso
perdeu o abraço...
Como vão as coisas?

Do ramalhete entregue,
semeadura na terra.
Não desejo saber sobre a chuva,
por onde passa o vento
e nem se pelo chão a terra dará espaço.
Como vão as rosas?

Entre pele
desejos
sabores
Como vão as coisas?

No meio dos seus cabelos compridos,
Como vão as coisas?

Pelo meio dessas pernas onde tu andas,
Como vão as coisas?

E no sorriso transbordante que tu carregas,
Como vão as coisas?

Nessas imagens por tu reproduzidas,
Como vão as coisas?

Entre balizas
marcha-ré
esquinas.
teias
areias
amores
odores,
Como vão as coisas?

Vai.
Pela poeira dos cantos
a saudade jogada
luz acumulada
Vamos firmar nossos olhos
e nos dizer "Como vão as coisas?"
Vamos atar nossas mãos
testa na testa.
Vamos de bordão a borrão
selvagem (à) paixão
loucura e exatidão
Como vão as coisas?

A beira:
íngreme e sorrateira
eficaz e traiçoeira
pra matar minha sede.
Pelos outros pássaros que nos resta contar:
Como vai você?

meados de 2014, numa noite de saudade.