sexta-feira, 7 de junho de 2013

Vênus em aquário.

Seres. Só seres.
Nós somos carne. Somos espíritos.
Somos livres e soltos.
Nós não somos escadas. Não há degraus acima, nem abaixo.
Nós somos um campo bem verde e florido. Longilíneo.
Sem fim, porque o sentir não tem fim.
E nós somos o que nós sentimos. Ponto.
Ponto até meu sentir mudar. Três pontos.
Sangue, pelos, pele, unhas, músculos. Isso que nós somos.
Almas, pontos, apertões, suspiros, dentes, cílios, pulmões, lágrimas, ombros. Isso que nós somos.
Puros: Não se infesteiem.
Permeio entre todos os meus pontos procurando uma só palavra: Humanidade.
Humanos, antes e acima de tudo.
Não se avexem! O dia já raiou.
O mar já salgou e a porta abriu.
Ataram os laços, perderam os compassos, tiraram os pedaços;
E os olhos por um triz.
O sol já se pôs, o gosto despertou por dois e dois... E os pés ainda aqui.
Por dias continuamos -quase- por experimentar. Mas entenda, nós podemos.
Nós podemos ficar nus.

"A partir do pecado, Deus determinou que eles (Adão e Eva) sentiriam vergonha do próprio corpo. Imediatamente se cobriram com folhas de parreira."