domingo, 21 de novembro de 2010

Rotina

Eu sou independente e não preciso de você. Gostaria imensamente de pensar assim, de não precisar de você. De esquecer de tudo e todos.
Viver de riscos. Eu tento ser assim, como um refúgio, mas não se trata de mim... Não sou esse tipo de pessoa.
Eu me apego, e até ser tornar contrário, demoram séculos. Por mais que tenham várias falhas em tudo o que aconteceu, não me importa. Vou continuar aqui esperando, porque não consigo não lutar pelo o que eu quero, ou talvez porque eu não consiga deixar isso de lado. Estou a procura daquele único motivo, aquela única razão que me faz suspirar.
É só você sorrir que eu desabo, sabe?
Não suporto mais isso que me sufoca, ter que olhar todos os dias para situações que me derrubam e o que tenho de fazer é respirar fundo, segurar o choro e sorrir. Como se nada tivesse acontecido, como se você fosse irrelevante pra mim.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Que seja doce

“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo; repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”

Caio Fernando Abreu