quinta-feira, 16 de setembro de 2010

17:56

Preciso de algo para continuar lutando, algo para me prender em algum objetivo.
Me reprimo ao pensar nisso, mas preciso de você.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010


Aquela árvore significava algo para ela, foi ali a fitando pela sua janela que tantas vezes tentou achar respostas para perguntas que se quer existiam.
E lá estava ela de novo no parapeito da janela de bordas brancas, olhando para aquela árvore que tinha flores cor de carne. Havia várias ao redor, mas como da primeira vez, nenhuma a chamara tanta a atenção. Ela gostava daquele tom avermelhado das flores ou simplesmente gostava dela por empatia.
O que mais queria naquele momento era que o mundo levasse aquilo que havia de ruim dentro dela, estava inquieta por aquilo não ir embora de uma vez por todas, mas só de olhar aquela árvore lhe dava paz e a deixava tranquila.
Naquele dia foi diferente, ela estava com perguntas novas mas sequer teria respostas para as velhas. Aquele dia estava achando o mundo injusto e doce ao mesmo tempo, tudo estava ambiguo, mas tinha certeza de que o amor não se passava de uma ignorância.
O dia estava nublado e tinha começado a chover. Ela fechou a janela e procurou algo quente pra beber.
Seu frio se concentrou apenas em um órgão. Passou pela janela e avistou a árvore mais algumas vezes. Eram lembranças que não dariam para esquecer, eram bem maiores que ela. Lembrava da dor passada e consequentemente criava uma outra, sofria novamente.
O que aparentava é que ela gostava tanto do amor que usufluia até a parte ruim dele, ou talvez não teria maturidade o suficiente para superar isso tudo.
Ficou olhando a árvore através da janela, cujo caia gotas d'água por fora em consequência da chuva.
Foi recordando cada momento, cada palavra, cada promessa, carinhos, sorrisos... Suas lágrimas foram caindo em seu rosto como as gotas caiam sobre a janela. Lágrimas pela saudade, de arrependimentos, por dúvidas, por perder tão facilmente alguém, que se fácil foi, talvés não tão precioso e inquietante era.
Queria se livrar disso, apagar da sua memória tudo o que um dia chegou a acontecer.
Desceu rapidamente todas as escadas e foi até a rua. Estava chovendo muito forte, as gotas caiam tão rápido que ensopava seu vestido, colando-se ao seu corpo.
Fechou os olhos e deixou que a chuva a molhasse levando com ela tudo o que atormentava seus pensamentos. Levando você.